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[traduzido por João Accioli]
Cerram-se os olhos do pássaro
pousando na árvore.
A floresta transfigura-se em sonho
e torna-se profunda e solene.
Suga a lua silenciosa:
O passarinho canta timidamente.
Nem uma folha se move em toda a floresta.
Longe — soa o
coro das estrelas.
| Christian Morgenstern |
Traumwald
Des Vogels Aug
verschleiert sich:
er fält in Schlaf auf seinem Baum.
Der
Wald verwandelt sich in Traum
und wird so tief und feierlich.
Der Mond, der stille,
steigt empor:
Die kleine Kehle zwitschert matt.
Im
ganzen Walde schwingt kein Blatt.
Fern läutet, fern, der Sterne Chor.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã
— Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação
e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio
de Janeiro — RJ; Christian Otto Josef Wolfgang Morgenstern (1871 — 1914), alemão
de Munique, foi jornalista, escritor, tradutor e poeta conhecido por seus versos
nonsense, ‘poesia humorística’ ou ‘absurdo literário’ para a sua época; escreveu
ensaios e resenhas para periódicos alemães; consta de sua biografia que, aos vinte
anos de idade, durante uma excursão com amigos a Werder, próximo a Potsdam, ao passarem
por uma elevação conhecida como Morro da Forca, por galhofa fundaram o Clube da
Turma da Forca, ocasião em que Morgenstern escreveu poemas grotescos, sem pensar
em publicação, os quais foram musicados por um do grupo; continuando a brincadeira,
com outras reuniões da Turma, entrava em curso o estilo literário do poeta; bibliografia:
Galgenlieder (1905), Palmström (1910), Palma Kunkel e Der Gingganz (publicações
póstumas, 1916 e 1919), Alle Galgenlieder (Todas as Canções da Forca, obras reunidas,
1932) etc.; teve poemas musicados, inspirou canções e até pinturas; foram editadas
em alemão suas obras completas: Lyryk 1887 — 1905 (volume 1, 1988), Lyrik 1906 —
1914 (volume 2, 1992), Humoristische Lyrik (volume 3, 1990), Epishers und Dramatisches
(volume 4, 2001), Aphorismen (volume 5, 1987), Kritische Schriffen (volume 6, 1987),
Briefwechsel 1878 — 1903 (volume 7, 2005), Briefwechsel 1905 — 1908 (volume 8, 2011),
Briefwechsel 1909 — 1914 (...); Christian Morgenstern conheceu outras culturas
e línguas, andejou por cidades européias (Itália, Suiça, Noruega, Áustria), invariavelmente
em busca de um clima favorável à cura da tuberculose que adquirira de sua mãe, e
de cuja doença também veio a falecer.

