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No começo do mundo,
quando tudo falava, um Monte, certo dia,
interrogou a um Vale, a quem mal conhecia:
— "Quem é mais alto de nós dois?"
O Vale respondeu-lhe admirado, depois:
— "Eu só te sei dizer quem é o mais profundo..."
(Humildade, 1931, Cia. Editora
Nacional, São Paulo, pág 131.)
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Panorama da Poesia Brasileira,
Volume V — Pré-Modernismo, por Fernando Góes, 1960, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro — RJ; Cleómenes Campos de Oliveira (1895 — 1968), sergipense de Maruim, foi poeta, teatrólogo
e funcionário público; ainda jovem, abandonou os estudos e ingressou na vida comercial; na década de 1920, em São Paulo, fundou a revista literária A Garoa (1921 — 1924) e trabalhou na redação da Folha da Tarde; escreveu e publicou Coração Encantado, poesias (1923, premiado pela Academia Brasileira de Letras), De mãos postas (1926, premiado pela Academia Brasileira de Letras), Humildade, poesias (1931), Meu Livro de Amor (1931), Canção da Felicidade (1934), Zabelê, poesias (1940), Mascote, comédia (peça teatral, em colaboração com Oduvaldo Vianna) Sonata do Desencanto, quase uma fantasia (1950), O Segredo de Nós Dois (1969) e outros títulos em verso e prosa e para teatro, inclusive inéditos; na vida literária também usou o pseudônimo Ariel; trabalhou nos Correios e Telégrafos de São Paulo e no Ministério da Fazenda.