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Esta língua é como um elástico
que espicharam pelo mundo.
No início era tensa,
de tão clássica.
Com o tempo, se foi amaciando,
foi-se tornando romântica,
incorporando os termos nativos
e amolecendo nas folhas de
bananeira
as expressões mais sisudas.
Um elástico que já não se pode
mais trocar, de tão gasto;
nem se arrebenta mais, de tão
forte.
Um elástico assim como é a vida
que nunca volta ao ponto de
partida.

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Plural de Nuvens, poesias — Gilberto Mendonça Teles, Ensaio/Apresentação de Telenia Hill, 1990, José Olympio Editora, Rio de Janeiro — RJ; Gilberto Mendonça Teles, nascido
em 1931, goiano de Bela Vista de Goiás, formado em Direito e Letras Neolatinas
pelas UFG e UCG (Universidades Federal e Católica de Goiás) e com doutorado em
Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra — Portugal, professor, poeta e
crítico literário, é detentor de uma vasta bibliografia em poesias, Alvorada
(1955), Estrela d'Alva (1956), Fábula de Fogo (1958), Pássaro de Pedra (1962),
Sintaxe Invisível (1967), A Raiz da Fala (1972), Arte de Armar (1977), e outros
títulos editados e reeditados, além de ensaios, Goiás e Literatura — A Poesia
de Leo Lynce e o sentido simbolista da obra poética de Erico Curado (1964), A
Poesia em Goiás (1964), O Conto Brasileiro em Goiás (1969), Drummond — A
Estilística da Repetição (1970), Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro
(1972 e 1976 — edição revista e aumentada), Camões e a Poesia Brasileira
(1973), A Retórica do Silêncio (1979), Estudos de Poesia Brasileira (1985), A
Escrituração da Escrita (1996) etc.; o poeta e ensaísta, diversas vezes
premiado por sua atividade literária, também é reconhecido fora do país, com
livros vertidos para outras línguas e publicados no exterior.
