Mostrando postagens com marcador Héctor Zanetti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Héctor Zanetti. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Alfonsina Storni: Vou dormir

Resultado de imagem para Antologia Poética — Alfonsina Storni capitulo 34
____________________
[traduzido por Héctor Zanetti]

Dentes de flores, touca de sereno,
Mãos de ervas, tu, ama-de-leite fina,
Deixa-me prontos os lençóis terrosos
E o edredom de musgos escardeados.

Vou dormir, ama-de-leite minha, deita-me.
Põe-me uma lâmpada à cabeceira;
Uma constelação; a que te agrade;
Todas são boas: a abaixa um pouquinho

Deixa-me sozinha: ouves romper os brotos…
Te embala um pé celeste desde acima
E um pássaro te traça uns compassos

Para que esqueças… obrigado. Ah, um encargo:
Se ele chama novamente por telefone
Diz-lhe que não insista, que saí…

Resultado de imagem para poesia alfonsina storni antología poética
Alfonsina Storni

Voy a dormir

Dientes de flores, cofia de rocío,
manos de hierbas, tú, nodriza fina,
tenme prestas las sábanas terrosas
y el edredón de musgos escardados.

Voy a dormir, nodriza mía, acuéstame.
Ponme una lámpara a la cabecera;
una constelación; la que te guste;
todas son buenas; bájala un poquito.

Déjame sola: oyes romper los brotes…
te acuna un pie celeste desde arriba
y un pájaro te traza unos compases

para que olvides… Gracias. Ah, un encargo:
si él llama nuevamente por teléfono
le dices que no insista, que he salido...

Mascarilla y Trébol — 1938
____________________
Antologia Poética — Alfonsina Storni, Selección por Alfredo Veirave (Biblioteca Argentina Fundamental, Capitulo 34), 1968, Centro Editor de America Latina, Buenos Aires — Argentina; Alfonsina Storni Martignoni (1892 1938), nascida em Sala Capriasca Suíça, filha de pais argentinos, foi poeta, atriz e professora; aos 4 anos de idade retornou à Argentina, levou uma vida com dificuldades financeiras e, para o sustento familiar, trabalhou como costureira e operária; colaborou com seus textos nas revistas Caras y Caretas, Fray Mocho, e nos jornais La Nota e La Nacion;escreveu e publicou La inquietud del rosal (1916), El dulce daño (1918), Irremediablemente (1919), Languidez (1920), Ocre (1925), Poemas de amor (em prosa, 1926),  Dos farsas pirotécnicas Cimbellina en 1900 y pico e Polixena y la cenicienta (peças teatrais, 1931), Mundo de siete pozos (1934), Mascarilla y Trébol círculos imantados (1938) e outros títulos em verso, prosa e para teatro; consta que a poeta suicidou-se caminhando para dentro do mar, e tal ato foi registrado poeticamente na canção ‘Alfonsina y el mar’ gravada por Mercedes Sosa; seu corpo foi resgatado do oceano no dia 25 de outubro de 1938; três dias antes de suicidar-se envia para publicação em um jornal o soneto ‘Voy a dormir’.