Mostrando postagens com marcador Alcibíades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alcibíades. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Friedrich Hölderlin: Sócrates e Alcibíades

Resultado de imagem para canto do destino e outros cantos
____________________
[traduzido por Antonio Medina Rodrigues]

“Por que cultuas sempre, Sócrates divino,
   Esse rapaz? Pois nada de maior conheces?
      Por que o contemplam os teus olhos,
         Com amor, como aos divinos?”

Mais adora ao que é mais vivo quem sondou mor profundeza,
   E entende a suma juventude quem o olhar abriu no mundo,
      Pois assiduamente, ao fim e ao cabo,
         Os sábios só procuram a beleza.

Resultado de imagem para friedrich hölderlin

Sokrates und Alcibiades

“Warum huldigest du, heiliger Sokrates,
   Diesem Jünglige stets? kennest du Größers nicht?
      Warum siehet mit Liebe,
         Wie auf Götter, dein Aug’ auf ihn?“

Wer das Tiefste gedacht, liebt das Lebendigste,
   Hohe Jugend versteht, wer in die Welt geblickt,
      Und es neigen die Weisen
         Oft am Ende zu Schönem sich.
____________________
Canto do Destino e outros cantos Hölderlin, Organização, Tradução e Ensaio de Antonio Medina Rodrigues, 1994, Editora Iluminuras, São Paulo — SP; Johann Christian Friedrich Hölderlin (1770 1843), alemão de Lauffen, região da Suábia, foi poeta, romancista, dramaturgo, tradutor e filósofo; estudou teologia no convento de Tübingen, recebeu formação humanística, conviveu com Hegel e Schelling, tendo colaborado com estes na formação inicial da corrente filosófica conhecida como Idealismo alemão; frequentou a Universidade de Iena; na sua trajetória intelectual, também conviveu e estabeleceu relações com Schiller, Fichte e Goethe; o poeta teve quatro de suas poesias publicadas pela primeira vez no Almanaque das Musas para o ano de 1792 (Musenalmanach für das Jahr 1792), depois vieram outras publicações no Florilégio Poético para o Ano de 1793 (Poetische Blumenlese für das Jahr 1793), na edição de inverno da revista Nova Thalia (Neue Thalia), Almanaque das Musas de 1807 (Musenalmanach 1807)...; traduziu Sófocles e os fragmentos de Píndaro; bibliografia: A Morte de Empédocles (fragmentos, drama, 17971800), Hiperion ou O Eremita na Grécia (17971799), Tragédias de Sófocles (1804), Poemas de Friedrich Hölderlin (editados por Ludwig Uhland e Gustav Schwab, 1826), Gedichte vor 1800 (Poemas anteriores a 1800, volume 1, 1944), Gedichte nach 1800 (Poemas após 1800, volume 2, 1961)...; relata a sua biografia que, a partir de 1807 e pelo resto de sua vida, o poeta viveu confinado em uma torre, sendo cuidado pela família e auxiliares, após ter recebido o diagnóstico médico de loucura ou insanidade irreversível; Hölderlin, mesmo após esta data, continuou escrevendo e produziu textos em seus momentos de lucidez.