Mostrando postagens com marcador Antonio Carlos da Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antonio Carlos da Silva. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Rouxinol do Rinaré: Raquel de Queiroz — do Nordeste para o mundo

Resultado de imagem para rouxinol do rinaré rachel de queiroz do nordeste para o mundo
____________________
Quando Deus quer neste mundo
Renovar a esperança,
Faz brotar a flor no campo,
Símbolo de vida e bonança,
E entre os seres humanos
Nascer mais uma criança.

O século vinte desponta,
A vida se descortina,
Se escuta um som esperado:
O choro de uma menina...
Nasce Rachel de Queiroz
Nessa Terra Alencarina.

Veio ao mundo em Fortaleza,
Com ajuda de Miliquinha.
A bisavó e parteira
Trouxe ao mundo a bisnetinha,
Na antiga Rua da Amélia,
Ali nasceu Rachelzinha.

Para que o leitor não ache
Confuso o poema meu,
Esclareço que essa rua
Onde então Rachel nasceu,
Chamada Rua da Amélia,
Hoje é Senador Pompeu.

Com quarenta e cinco dias
De nascida, Rachel sai
Da casa da bisavó
E para Quixadá vai
Nos braços de sua mãe,
Sob os cuidados do pai.

Bela, saudável e esperta
Da maneira que nasceu,
A menina Rachelzinha
Também se desenvolveu,
Brincando com seus irmãos
Naquele mundinho seu.

No sertão quixadaense,
Rachel viveu com saúde
Boa parte da infância,
Gozou bem a juventude
Ali, no Sítio do Junco,
Tomando banho de açude.

Cultura lá na fazenda
Ela via no terreiro:
Dança de bumba-meu-boi,
Vaquejada e violeiro,
Sendo a arte de raiz
O seu contato primeiro.

Em companhia dos livros,
Viveu num lar de leitores.
Foi formando seu caráter
Com elevados valores,
Envolvida na magia
Do mundo dos escritores.

Sua mãe, Dona Clotilde,
Afeita à literatura,
Era uma mãe prestimosa
E amante da cultura,
Sempre estimulou nos filhos
O gosto pela leitura.

Rachel se instruiu precoce
Por seus dotes naturais.
Demorou a ira à escola,
Mas, curiosa demais,
Aprendeu a ler em casa
Sob as instruções dos pais.

Com apenas cinco anos
Com um esforço sem par,
Tentou ler Ubirajara
Um dos livros de Alencar.
Repetia os nomes próprios
Que conseguiu decifrar.

Em companhia dos livros
Nunca ela só se sentia,
Seus amigos de infância
Eram as obras que lia,
Viajava na leitura
Pro mundo da fantasia.

Do livro “Vinte mil léguas
Submarinas”, que leu,
Do escritor Júlio Verne,
As aventuras viveu
No açude da fazenda
Num “faz de conta” só seu.

Flutuando ali, nas águas,
Em um tronco de madeira,
No submarino “Nautillus
Viajou desta maneira.
Sentia-se em alto mar
Rachel, nessa brincadeira.

Sempre amou aquelas terras
Com suas rústicas paisagens.
As pessoas do lugar
Tornaram-se personagens
Dos livros que ela escreveu
Nas diversas abordagens.

Com seus dez anos de idade
Rachelzinha sai um dia
Passeando na fazenda,
Tendo o pai por companhia.
Este lhe mostrava as terras
Que a menina herdaria.

Disse-lhe o pai: “Rachelzinha,
Quando você se casar,
Não esqueça” é nessas terras
Que você deve morar”.
E até o lugar da casa
Chegou a determinar.

Rachel, com seus onze anos,
Foi pra escola afinal.
Ingressou, após uns testes,
Logo no Curso Normal
No Colégio Imaculada,
Sito lá na Capital.

No ano de vinte e cinco,
Deixa a instituição.
Com quinze anos de idade
Ela fez a conclusão
Do Curso Normal, na escola,
Sua única formação.

Ao receber o diploma,
A moça se recolhia
Na fazenda em Quixadá,
Seu recanto de alegria.
Entre afazeres domésticos,
Lia muito, todo dia.

No ano de vinte e sete,
Precisaram se mudar
Rachel tinha outros irmãos
Necessitando estudar.
Então, próximo a Fortaleza
A família foi morar.

Juntinho da Porangaba,
Em um sítio sem igual:
Açude, um belo pomar,
A casa era especial,
E se podia ir de trem
Pro centro da Capital.

Ali Rachel tinha o hábito
Nas tardes calmas, fagueiras,
De se balançar na rede
Armada junto às mangueiras,
Ao céu aberto, em deleite,
Nas leituras costumeiras.

Lendo um dia O CEARÁ,
Um certo artigo a conduz
A escrever uma crítica
Como Rita de Queluz.
Com seu estilo de texto,
A um emprego fez juz.

Era seu primeiro emprego,
Pra Rachel, grande conquista.
Do exercício nascia
A excelente cronista,
Despontava a escritora
Nos passos da jornalista.

Na saga dos nordestinos
Há um tema recorrente:
A seca, cruel fenômeno,
O qual marcou nossa gente.
E pra Rachel de Queiroz
Também não foi diferente.

Ela, que vivenciou
Na seca o triste dilema,
Leu de Rodolfo Teófilo
Seus livros sobre o problema.
Por fim, decide abordar
De outra forma esse tema.

Fez as pesquisas de campo
Para elementos colher.
Dedicou-se dia e noite,
Leu tudo o que pode ler.
Assim, seu primeiro livro
Rachel começa escrever.

Mas a moça adoeceu
E a mãe lhe fazia medo:
“Pode ser tuberculose,
Fique em casa, durma cedo!”
Porém Rachel produziu
Todo o romance em segredo.

Intitulou-o O QUINZE,
Com muita simplicidade.
Mas foi seu primeiro passo
Rumo à notoriedade
No ano em que completava
Seus vinte anos de idade.

Com os seus próprios recursos,
O QUINZE foi publicado.
Depois, por uma editora
Foi o livro relançado.
Com o Prêmio Graça Aranha
O mesmo foi contemplado.

No ano de trinta e nove
Vai para o Rio de Janeiro,
Como jornalista ativa
Escrevia o tempo inteiro
Pro Diário de Notícias
E pra revista O Cruzeiro.

Mais e mais se revelou
Como fecunda escritora,
Poetisa, teatróloga,
Foi ainda tradutora
E em diversos jornais
Foi cronista e redatora.

Escreveu pra criançada,
Com sua pena sensata:
“Andira”, “O menino mágico”,
E outro livro, onde trata
Da história de dois pintinhos,
“Cafute e Pena-de-Prata”.

Bem mais de duas mil crônicas
Nossa Rachel escreveu.
Com Cem Crônicas Escolhidas,
Seleta edição nos deu,
E a Donzela e a Moura Torta
Que todo o Brasil já leu.

Com vários livros Rachel
Conquistou premiação:
Com o romance As Três Marias
(Que foi pra televisão),
O Quinze, O Menino mágico
E, no teatro, Lampião.

No ano cinquenta e quatro
A sua mãe faleceu.
Ao repartirem as terras,
Rachel, de pronto, escolheu
Aquelas que na infância
Seu pai Daniel lhe deu.

Viaja pra Quixadá,
Sertão saudoso e querido,
E ergue a casa no canto
Que seu pai tinha escolhido.
Seu lar, retiro e xodó,
Que nunca foi esquecido.

Rachel, em setenta e sete,
Mudou uma tradição:
Eleita pra Academia
Envergou o seu fardão,
Foi a primeira mulher
Naquela agremiação.

Foi muito homenageada
Em vida, nossa Rachel.
Tornou-se nome de escola
Até mesmo em Israel...
Seus prêmios e homenagens
Não cabem neste cordel.

No ano dois mil e três,
No seu mês de aniversário,
Do Rio, lá no Leblon,
Partiu pra outro cenário.
Deixou a vida e se foi
Sem alarde ou comentário.

Sua morte repentina
Nosso país abalou
Quando, em rede nacional,
O jornal noticiou.
Na fazenda “Não Me Deixes
Todo empregado chorou!

Rachel de Queiroz, porém,
Nos deixou grande legado.
Nos romances que escreveu
Com estilo consagrado
Fica pra sempre, entre nós,
Seu nome imortalizado!

____________________
Rachel de Queiroz, do Nordeste para o mundo  Rouxinol do Rinaré, ilustrações de Jabson Rodrigues, 2015, Editora IMEPH, Fortaleza  CE; Rouxinol do Rinaré, ou Antonio Carlos da Silva, nascido em 1966, cearense do distrito do Rinaré (antes pertencente a Quixadá), município de Banabuiú, poeta cordelista, passou uma parte de sua infância no sertão do Ceará e, outra parte, em Pindaré-Mirim MA; nos anos 90, mudando-se para Pajuçara, distrito de Maracanaú  CE, foi fundador da SOCIARTE  Sociedade dos Amigos de Rodolpho Theophilo e dos periódicos literários A Porta Cultural dos Aletófilos e O Benemérito, com a colaboração de outros amigos e poetas; com mais de oitenta títulos publicados, entre cordéis e livros, foi diversas vezes premiado e teve seu trabalho citado em jornais e revistas do Brasil e da França (revistas Latitudes, Quadrant e Infos Brèsil); seu livro de cordel O Alienista foi adotado em projetos da Biblioteca Nacional e das escolas de Belo Horizonte  MG, além de ter feito parte do catálogo de literatura da feiras de Frankfurt, Alemanha, e Bolonha, Itália; Rouxinol do Rinaré também atua como revisor e ministrante de oficinas de cordel; bibliografia: em cordéis, O Papagaio Real ou o Príncipe de Acelóis, Ali Babá e os quarenta ladrões, O ladrão de Bagdá, O folclore brasileiro, A lenda do guaraná, Raquel de Queiroz —  vida, obra e um adeus, Patativa do Assaré deixa o nordeste de luto, Oscar Niemeyer, o gênio da arquitetura, O testamento de Judas, Raul Seixas e Elvis Presley  o encontro de dois mitos, Raul Seixas e Paulo Coelho — buscando o sonho e magia, Os grandes feitos de Rodolfo Teófilo, A história do Filósofo Diógenes, o Cínico (em parceria com Francisco Bento) e tantos outros títulos de autoria individual ou em parceria com diversos poetas cordelistas; muitos folhetos de sua autoria foram editados como publicações infanto-juvenis, infantis e outros estudos literários: O Sapo com medo d’água, O Gato de BotasO Alienista, em cordelCordel  — Rouxinol do Rinaré (coletânea), Cordel: Criar, Rimar e Letrar (em parceria com Arlene Holanda, para professores e interessados em técnica de produção de cordel), As férias de Terezinha (infantil) etecetera; atualmente reside em Fortaleza — CE.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Rouxinol do Rinaré & Francisco Silva (Bento): A História do Filósofo Diógenes, o Cínico

Resultado de imagem para imagens história de diógenes o cínico rouxinol do rinaré
____________________
Deus quando criou o homem
Facultou-lhe liberdade
Pra pensar e investigar,
Deixou-o bem à vontade.
Do amor à sabedoria
Nasceu a Filosofia
Como busca da verdade.

Do grego Filos, amigo,
Sabedoria é Sofia
A mãe de toda ciência
Da Mente que tudo cria:
Deus Pai, Primeiro Motor,
Poeta superior
Da divina poesia.

Para alguém ser um filósofo
É preciso ter vontade,
Ser um bom perguntador
E amante da Verdade;
Ser um homem curioso,
Não viver só para o gozo,
Porém ter sagacidade.

Vou lhes contar uma história
De um filósofo engraçado.
Por uns ele era mal visto,
Por outros, admirado.
Conhecido como o Cão,
Viveu sem esnobação
Em um barril enfiado.

Quatro séculos a.C.
Toda a Grécia percorreu.
Da escola do Cinismo
Que, no idioma egeu,
Significa o Cão,
Pois viveu na contra mão
E a muita gente “mordeu”.

Falar de Filosofia
Era sua profissão;
E não dispensava crítica
Mostrando a contradição.
Se o erro era gritante
Seu argumento triunfante
Finalizava a questão.

Lá na Praça de Atenas
Ele era sempre encontrado
Com um cajado na mão
E um alforje do lado.
Vivendo a duras penas,
Mas o povo de Atenas
Lhe deixava indignado.

Diógenes gostava muito
De os outros criticar;
Enxergava o erro alheio
E logo ia revelar.
Com uma lanterna, de dia,
A Terra ele percorria
Para um “homem” encontrar.

Com sarcasmo e ironia
Expunha seu pensamento
Dizendo, constantemente:
“Na vida, a todo o momento,
Precisamos da razão
Ou de uma corda à mão
Para o próprio enforcamento!”

Alguém querendo testá-lo
Em sua Filosofia
Pergunta-lhe: “Quando devo
Almoçar durante o dia?”
 Se rico, quando quiseres;
Se pobre, quando puderes.
Disse com sabedoria.

Certa feita esse Filósofo
Toma seu banho solar,
Chega Alexandre e pergunta:
 O que eu posso te dar?
 O que não é teu somente,
Saindo da minha frente
Deixe o sol me iluminar!

Conta-se, pois, que Diógenes
Numa certa ocasião
Pede esmola a uma estátua
E alguém lhe pergunta a razão;
Ele, sem titubear:
“É para me habituar
Com isso, a pedir em vão”.

Sócrates foi seu modelo
(Similar postura assume)
Na virtude, na palavra,
Filósofo de renome.
Sendo ele bem mais louco,
Pois viveu grande sufoco
Chegando até passar fome.

Fora preso como escravo
E a um senhor vendido;
Quando lhe foi perguntado
Para que era instruído
Disse ele:  Sei comandar!
Continuando a falar
Esse filósofo atrevido.

Um dia quando Platão
Suas aulas proferia
Falando então que o homem
Bípede implume seria,
Diógenes, pra chateá-lo,
Depena e joga-lhe um galo
Na cara, com ironia...

Quis, pois, mostrar que o Filósofo
Não tinha tanta razão.
Depenando o galo todo
(Causou estupefação)
Soltou no meio do povo
Dizendo num gesto novo:
“Eis o homem de Platão!”

Alguém pergunta a Platão
De uma forma inteligente:
“Que homem Diógenes é?”
E Platão, nada clemente,
Com ar de sabedoria
Respondeu com ironia:
 É um Sócrates demente!

Diógenes em plena praça
Num constante vai-e-vem
Se masturbando tranquilo,
Falou encarando alguém:
 Quem dera funcionasse
Meu estômago eu esfregasse
E passasse a fome também.

Viu Diógenes, certo dia,
Um jovem de tenra idade
Com a mão em forma de concha
Bebendo água à vontade.
Jogou fora o copo seu
Disse:  Um menino me deu
Lição de simplicidade.

Muitos tratavam Diógenes
Como um ente vagabundo,
No entanto, o Cínico foi
Homem de saber profundo.
Alguém perguntando um dia
A que pátria pertencia
Diz:  Sou cidadão do mundo!

“O que há mais miserável?”
(Perguntam-lhe por pilhéria).
Ao que respondeu Diógenes
Com a voz pausada e séria:
 Mais miserável na vida,
Nessa existência sofrida,
É um velho na miséria!

Sem recursos, sem apego,
O cínico era acostumado
Viver sem luxo na vida;
Porém, despreocupado,
Vivia a Filosofia
Da forma que bem queria,
Da riqueza despojado.

Rolava sobre a areia
Quente, durante o verão,
E abraçava-se à neve
Na mais gelada estação.
Dizia se preparar
Para poder enfrentar
A dura vida de cão.

Talvez por fidelidade
À Filosofia, então,
Foi esse mais um motivo
Porque o chamavam Cão.
Viveu como lhe convinha,
E entre outras virtudes tinha
Poder de persuasão.

Vivia ele sem lar,
Exilado de sua terra.
Não tinha pra onde ir,
Feito cão doido que erra;
Parecia um vagabundo
Só, vagando pelo mundo,
O seu destino se encerra.

Na Grécia onde viveu
(Que já parece esquecida)
Hoje virou um museu,
Pois não tem a mesma vida;
Por estranhos saqueada,
Pelos “States” roubada
Ficou hoje empobrecida.

Prendendo a respiração
O grande Cínico morreu.
Uns dizem que foi um polvo
Cru, que Diógenes comeu.
A mais irônica versão
Nos conta que foi um Cão
Que ao Filósofo mordeu.

Morreu Diógenes com cerca
De noventa anos de idade
Foi para junto de Zeus
Viver na eternidade.
Por coincidência, ou não,
Seu nome tem relação
Com essa divindade...

“Diógenes”, pois se traduz
Assim: “Nascido de Zeus”.
O Cão volta à sua origem,
Segundo os estudos meus.
Viveu sem nenhum apego,
Mais foi para o povo grego
Célebre pelos ditos seus!


Pajuçara, março de 2004.

 Resultado de imagem para rouxinol do rinaré
Rouxinol do Rinaré
Francisco Silva (Bento)
____________________
A História do Filósofo Diógenes, O Cínico  Autores: Rouxinol do Rinaré & Francisco Silva (Bento), Literatura de Cordel, abril de 2016, Rouxinol do Rinaré Edições, Fortaleza  CE; Antonio Carlos da Silva ou Rouxinol do Rinaré, nascido em 1966, cearense de Banabuiú, poeta cordelista, passou uma parte de sua infância no sertão do Ceará e, outra parte, em Pindaré-Mirim  MA; nos anos 90, mudando-se para Pajuçara, distrito de Maracanaú  CE, foi fundador da SOCIARTE  — Sociedade dos Amigos de Rodolpho Theophilo e dos periódicos literários A Porta Cultural dos Aletófilos e O Benemérito, com a colaboração de outros amigos e poetas; com mais de oitenta títulos publicados, entre cordéis e livros, foi diversas vezes premiado e teve seu trabalho citado em jornais e revistas do Brasil e da França (revistas Latitudes, Quadrant e Infos Brèsil); seu livro de cordel O Alienista foi adotado em projetos da Biblioteca Nacional e das escolas de Belo Horizonte  MG, além de ter feito parte do catálogo de literatura da feiras de Frankfurt, Alemanha, e Bolonha, Itália; Rouxinol do Rinaré também atua como revisor e ministrante de oficinas de cordel; bibliografia: em cordéis, O Papagaio Real ou o Príncipe de Acelóis, Ali Babá e os quarenta ladrões, O ladrão de Bagdá, O folclore brasileiro, A lenda do guaraná, Raquel de Queiroz  vida, obra e um adeus, Patativa do Assaré deixa o nordeste de luto, Oscar Niemeyer, o gênio da arquitetura, O testamento de Judas, Raul Seixas e Elvis Presley  o encontro de dois mitos, Raul Seixas e Paulo Coelho  buscando o sonho e magia, Os grandes feitos de Rodolfo Teófilo, A história do Filósofo Diógenes, o Cínico (em parceria com Francisco Bento) e tantos outros títulos de autoria individual ou em parceria com diversos poetas cordelistas; muitos folhetos de sua autoria foram editados como publicações infanto-juvenis, infantis e outros estudos literários: O Sapo com medo d’água, O Gato de Botas, O alienista, em cordel, Cordel  Rouxinol do Rinaré (coletânea), Cordel: Criar, Rimar e Letrar (em parceria com Arlene Holanda, para professores e interessados em técnica de produção de cordel), As férias de Terezinha (infantil) etecetera.

Francisco Silva (Bento) ou Francisco José da Silva, cearense de Pajuçara, distrito de Maracanaú, graduado e mestre em Filosofia pela UFC  Universidade Federal do Ceará, é professor adjunto do curso de Filosofia da UFCA  Universidade Federal do Cariri, em Juazeiro do Norte, e coordenador de cursos; tem publicações em revistas especializadas e jornais de Fortaleza.