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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Cuti: Da agonia

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quilombos queimados...
hoje se dança uma alegria tonta
sobre a areia movediça da agonia

cachaça e mentira
enlameiam o terreiro
para o lucro alheio
e o samba bamboleia
meio bêbado

mulatas no picadeiro
showrando
um eterno fevereiro

pura necessidade: nossos ancestrais
vão acendendo seus olhos
nos porões de nossos poros.

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Cuti: Negroesia — Antologia Poética, Apresentação de Moema Parente Augel, 2ª edição, 2010, Mazza Edições, Belo Horizonte — MG; Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, nascido em 1951, paulista de Ourinhos, formado em Letras (Português e Francês) pela USPSP, com mestrado (Teoria da Literatura) e doutorado (Literatura Brasileira) pelo Instituto de Estudos da Linguagem UNICAMP, é poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e militante da causa negra; o poeta Cuti foi um dos fundadores e membro da ONG QuilombhojeLiteratura e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros; bibliografia: Poemas da carapinha (1978), Batuque de tocaia (poesia, 1982), Suspensão (dramaturgia, 1983), Flash crioulo sobre o sangue e o sonho (poesia, 1987), Quizila (contos, 1987), A pelada peluda no Largo da Bola (infanto-juvenil, 1988), Dois nós na noite e outras peças de teatro negro-brasileiro (dramaturgia, 1991, 2ª edição revisada e ampliada, 2009), Negros em contos (1996), Castro, ouves a poesia negra? (não-ficção, 1997), Um desafio submerso: “Evocações”, de Cruz e Souza (dissertação de mestrado, 1999), Sanga (poesia, 2002), Negroesia — Antologia Poética (2007), Poemaryprosa (poesia, 2009), Contos crespos (2009), A consciência do impacto nas obras de Cruz e Souza e Lima Barreto (não-ficção, 2009), Literatura negro-brasileira (não-ficção, 2010), Lima Barreto (biografia, 2011), Kizomba de vento e nuvem (poesia, 2013), Negrhúmus líricos (poesia, 2017), além de publicação de textos em coautorias várias e participação em antologias poéticas e em prosa.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Cuti: Negroesia

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enxurrada de mágoas sobre os paralelepípedos
por onde passam carroções de palavras duras
com seus respectivos instrumentos de tortura

entre silêncios
augúrios de mar e rios
o poema acende seus pavios
e se desata
do vernáculo que mata

ao relento das estrofes
acolhe os risos afros
embriagados de esquecimento e suicídio
no horizonte do delírio

e do âmago do desencanto contesta as máscaras
lançando explosivas metáforas pelas brechas dos poesídios
contra o arsenal do genocídio.

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Cuti: Negroesia — Antologia Poética, Apresentação de Moema Parente Augel, 2ª edição, 2010, Mazza Edições, Belo Horizonte — MG; Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, nascido em 1951, paulista de Ourinhos, formado em Letras (Português e Francês) pela USPSP, com mestrado (Teoria da Literatura) e doutorado (Literatura Brasileira) pelo Instituto de Estudos da Linguagem UNICAMP, é poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e militante da causa negra; o poeta Cuti foi um dos fundadores e membro da ONG QuilombhojeLiteratura e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros; bibliografia: Poemas da carapinha (1978), Batuque de tocaia (poesia, 1982), Suspensão (dramaturgia, 1983), Flash crioulo sobre o sangue e o sonho (poesia, 1987), Quizila (contos, 1987), A pelada peluda no Largo da Bola (infanto-juvenil, 1988), Dois nós na noite e outras peças de teatro negro-brasileiro (dramaturgia, 1991, 2ª edição revisada e ampliada, 2009), Negros em contos (1996), Castro, ouves a poesia negra? (não-ficção, 1997), Um desafio submerso: “Evocações”, de Cruz e Souza (dissertação de mestrado, 1999), Sanga (poesia, 2002), Negroesia — Antologia Poética (2007), Poemaryprosa (poesia, 2009), Contos crespos (2009), A consciência do impacto nas obras de Cruz e Souza e Lima Barreto (não-ficção, 2009), Literatura negro-brasileira (não-ficção, 2010), Lima Barreto (biografia, 2011), Kizomba de vento e nuvem (poesia, 2013), Negrhúmus líricos (poesia, 2017), além de publicação de textos em coautorias várias e participação em antologias poéticas e em prosa.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Cuti: Ela

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a minha poesia
sou eu que me desnudo
                   me descubro

sou eu que me acho
e me cato
nos cantos escondidos
do sorriso agachado

a minha poesia
sou eu rio que deságuo
nos teus olhos parados

sou eu vento no moinho
do meu grito entalado

a minha poesia
sou eu-fome-de-muitos
punhos punhais
sombras fatais
e a esperança do mundo
no sangue vivo
das palavras

a minha poesia
sou eu-pó
sendo pulverizado
sou eu-só
desatando o nó
que nos prende no descuido
e nos vitima no racismo astuto

a minha poesia
um susto que pula no pescoço
e procura
agarra esse medo
esse medo que nos espreita na lapela do riso

a minha poesia
é soul
tem ódio
e amor
e vem dizer revendo
que o ressentimento
é sinal de cura
contra todo o tempo
da cara falsa
da raça pura

a minha poesia
é som
é sã
é-sou
é soul

         é sam
                   ba
                       tendo no couro branco do papel.

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Cuti: Negroesia — Antologia Poética, Apresentação de Moema Parente Augel, 2ª edição, 2010, Mazza Edições, Belo Horizonte — MG; Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, nascido em 1951, paulista de Ourinhos, formado em Letras (Português e Francês) pela USPSP, com mestrado (Teoria da Literatura) e doutorado (Literatura Brasileira) pelo Instituto de Estudos da Linguagem UNICAMP, é poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e militante da causa negra; o poeta Cuti foi um dos fundadores e membro da ONG QuilombhojeLiteratura e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros; bibliografia: Poemas da carapinha (1978), Batuque de tocaia (poesia, 1982), Suspensão (dramaturgia, 1983), Flash crioulo sobre o sangue e o sonho (poesia, 1987), Quizila (contos, 1987), A pelada peluda no Largo da Bola (infanto-juvenil, 1988), Dois nós na noite e outras peças de teatro negro-brasileiro (dramaturgia, 1991, 2ª edição revisada e ampliada, 2009), Negros em contos (1996), Castro, ouves a poesia negra? (não-ficção, 1997), Um desafio submerso: “Evocações”, de Cruz e Souza (dissertação de mestrado, 1999), Sanga (poesia, 2002), Negroesia — Antologia Poética (2007), Poemaryprosa (poesia, 2009), Contos crespos (2009), A consciência do impacto nas obras de Cruz e Souza e Lima Barreto (não-ficção, 2009), Literatura negro-brasileira (não-ficção, 2010), Lima Barreto (biografia, 2011), Kizomba de vento e nuvem (poesia, 2013), Negrhúmus líricos (poesia, 2017), além de publicação de textos em coautorias várias e participação em antologias poéticas e em prosa.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Cuti: Convite

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ouça bem o que parece silêncio
e sinta a unha o punho o porrete
o corte a faca o soco
na nossa vida vibrando há séculos
aqui

ouça bem o que parece silêncio
e sinta a dor o frio
o penetrante gemido
que nos picota as entranhas

e para saber melhor
entre
afaste de nosso rosto
o cipoal de desprezo sarcasmo e disfarce
que nos puseram na porta bem posto

e seja bem vindo
ao nosso quarto de achados e perdidos

tenha bondade
sente no meio da mocidade
ou se quiser
não se acanhe
sente no meio dos velhos e antepassados

ouça bem o que parece silêncio...
o choro da cantiga de ninar a dor...
ouça bem...
e pergunte se há racismo no brasil.

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Cuti: Negroesia — Antologia Poética, Apresentação de Moema Parente Augel, 2ª edição, 2010, Mazza Edições, Belo Horizonte — MG; Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, nascido em 1951, paulista de Ourinhos, formado em Letras (Português e Francês) pela USPSP, com mestrado (Teoria da Literatura) e doutorado (Literatura Brasileira) pelo Instituto de Estudos da Linguagem UNICAMP, é poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e militante da causa negra; o poeta Cuti foi um dos fundadores e membro da ONG QuilombhojeLiteratura e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros; bibliografia: Poemas da carapinha (1978), Batuque de tocaia (poesia, 1982), Suspensão (dramaturgia, 1983), Flash crioulo sobre o sangue e o sonho (poesia, 1987), Quizila (contos, 1987), A pelada peluda no Largo da Bola (infanto-juvenil, 1988), Dois nós na noite e outras peças de teatro negro-brasileiro (dramaturgia, 1991, 2ª edição revisada e ampliada, 2009), Negros em contos (1996), Castro, ouves a poesia negra? (não-ficção, 1997), Um desafio submerso: “Evocações”, de Cruz e Souza (dissertação de mestrado, 1999), Sanga (poesia, 2002), Negroesia — Antologia Poética (2007), Poemaryprosa (poesia, 2009), Contos crespos (2009), A consciência do impacto nas obras de Cruz e Souza e Lima Barreto (não-ficção, 2009), Literatura negro-brasileira (não-ficção, 2010), Lima Barreto (biografia, 2011), Kizomba de vento e nuvem (poesia, 2013), Negrhúmus líricos (poesia, 2017), além de publicação de textos em coautorias várias e participação em antologias poéticas e em prosa.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Cuti: Roda de poemas

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macumbamente poetas
quebramos a cerca
de arame farpado de receios
entre nós

atabaque no compasso
a palavra no corpo
gesticula no espaço

depois do chocalho
defumar a sala
com axé reencontrado

ponto vem
ponto sai
e a roda se constela
de ginga nas costelas
e poemas na voz.

Cuti
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Cuti: Negroesia — Antologia Poética, Apresentação de Moema Parente Augel, 2ª edição, 2010, Mazza Edições, Belo Horizonte — MG; Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, nascido em 1951, paulista de Ourinhos, formado em Letras (Português e Francês) pela USPSP, com mestrado (Teoria da Literatura) e doutorado (Literatura Brasileira) pelo Instituto de Estudos da Linguagem UNICAMP, é poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e militante da causa negra; o poeta Cuti foi um dos fundadores e membro da ONG QuilombhojeLiteratura e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros; bibliografia: Poemas da carapinha (1978), Batuque de tocaia (poesia, 1982), Suspensão (dramaturgia, 1983), Flash crioulo sobre o sangue e o sonho (poesia, 1987), Quizila (contos, 1987), A pelada peluda no Largo da Bola (infanto-juvenil, 1988), Dois nós na noite e outras peças de teatro negro-brasileiro (dramaturgia, 1991, 2ª edição revisada e ampliada, 2009), Negros em contos (1996), Castro, ouves a poesia negra? (não-ficção, 1997), Um desafio submerso: “Evocações”, de Cruz e Souza (dissertação de mestrado, 1999), Sanga (poesia, 2002), Negroesia — Antologia Poética (2007), Poemaryprosa (poesia, 2009), Contos crespos (2009), A consciência do impacto nas obras de Cruz e Souza e Lima Barreto (não-ficção, 2009), Literatura negro-brasileira (não-ficção, 2010), Lima Barreto (biografia, 2011), Kizomba de vento e nuvem (poesia, 2013), Negrhúmus líricos (poesia, 2017), além de publicação de textos em coautorias várias e participação em antologias poéticas e em prosa.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Cuti: é tanto pavor e medo que o ódio se eleva cedo . . .

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[Sete poemas de paixão e volúpia]

II

é tanto pavor e medo
que o ódio se eleva cedo
antes do horizonte aceso
deixando sobre o lençol
pesadelos em nódoa
e pranto
nuvens de temporal

apega-se tanto ao ódio
que o amor
se nasce
já vem com face virada
para viver num impasse
e chegar ao pódio
solitário e mórbido
competitivo e irônico

no entanto a pedra se quebra
úmida flor se abre
e o coração se arregaça
cópula
(em face do que parecia óbvio)
em plena praça.

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Cuti: Negroesia — Antologia Poética, Apresentação de Moema Parente Augel, 2ª edição, 2010, Mazza Edições, Belo Horizonte — MG; Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, nascido em 1951, paulista de Ourinhos, formado em Letras (Português e Francês) pela USPSP, com mestrado (Teoria da Literatura) e doutorado (Literatura Brasileira) pelo Instituto de Estudos da Linguagem UNICAMP, é poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e militante da causa negra; o poeta Cuti foi um dos fundadores e membro da ONG QuilombhojeLiteratura e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros; bibliografia: Poemas da carapinha (1978), Batuque de tocaia (poesia, 1982), Suspensão (dramaturgia, 1983), Flash crioulo sobre o sangue e o sonho (poesia, 1987), Quizila (contos, 1987), A pelada peluda no Largo da Bola (infanto-juvenil, 1988), Dois nós na noite e outras peças de teatro negro-brasileiro (dramaturgia, 1991, 2ª edição revisada e ampliada, 2009), Negros em contos (1996), Castro, ouves a poesia negra? (não-ficção, 1997), Um desafio submerso: “Evocações”, de Cruz e Souza (dissertação de mestrado, 1999), Sanga (poesia, 2002), Negroesia — Antologia Poética (2007), Poemaryprosa (poesia, 2009), Contos crespos (2009), A consciência do impacto nas obras de Cruz e Souza e Lima Barreto (não-ficção, 2009), Literatura negro-brasileira (não-ficção, 2010), Lima Barreto (biografia, 2011), Kizomba de vento e nuvem (poesia, 2013), Negrhúmus líricos (poesia, 2017), além de publicação de textos em coautorias várias e participação em antologias poéticas e em prosa.

sábado, 18 de janeiro de 2020

Cuti: Quebranto

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às vezes sou o policial que me suspeito
me peço documentos
e mesmo de posse deles
me prendo
e me dou porrada

às vezes sou o porteiro
não me deixando entrar em mim mesmo
a não ser
pela porta de serviço

às vezes sou o meu próprio delito
o corpo de jurados
a punição que vem com o veredicto

às vezes sou o amor que me viro o rosto
o quebranto
o encosto
a solidão primitiva
que me envolvo com o vazio

às vezes as migalhas do que sonhei e não comi
outras o bem-te-vi com olhos vidrados
trinando tristezas

um dia fui abolição que me lancei de supetão no espanto
depois um imperador deposto
a república de conchavos no coração
e em seguida uma constituição
que me promulgo a cada instante

também a violência dum impulso
que me ponho do avesso
com acessos de cal e gesso
chego a ser

às vezes faço questão de não me ver
e entupido com a visão deles
sinto-me a miséria concebida como um eterno começo

fecho-me o cerco
sendo o gesto que me nego
a pinga que me bebo e me embebedo
o dedo que me aponto
e denuncio
o ponto em que me entrego.

às vezes!...

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Cuti: Negroesia — Antologia Poética, Apresentação de Moema Parente Augel, 2ª edição, 2010, Mazza Edições, Belo Horizonte — MG; Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, nascido em 1951, paulista de Ourinhos, formado em Letras (Português e Francês) pela USPSP, com mestrado (Teoria da Literatura) e doutorado (Literatura Brasileira) pelo Instituto de Estudos da Linguagem UNICAMP, é poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e militante da causa negra; o poeta Cuti foi um dos fundadores e membro da ONG QuilombhojeLiteratura e um dos criadores e mantenedores da série Cadernos Negros; bibliografia: Poemas da carapinha (1978), Batuque de tocaia (poesia, 1982), Suspensão (dramaturgia, 1983), Flash crioulo sobre o sangue e o sonho (poesia, 1987), Quizila (contos, 1987), A pelada peluda no Largo da Bola (infanto-juvenil, 1988), Dois nós na noite e outras peças de teatro negro-brasileiro (dramaturgia, 1991, 2ª edição revisada e ampliada, 2009), Negros em contos (1996), Castro, ouves a poesia negra? (não-ficção, 1997), Um desafio submerso: “Evocações”, de Cruz e Souza (dissertação de mestrado, 1999), Sanga (poesia, 2002), Negroesia  Antologia Poética (2007), Poemaryprosa (poesia, 2009), Contos crespos (2009), A consciência do impacto nas obras de Cruz e Souza e Lima Barreto (não-ficção, 2009), Literatura negro-brasileira (não-ficção, 2010), Lima Barreto (biografia, 2011), Kizomba de vento e nuvem (poesia, 2013), Negrhúmus líricos (poesia, 2017)..., além de publicação de textos em coautorias várias e participação em antologias poéticas e em prosa.