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— “Tu que passaste a vida sem roseiras
que dessem flores para perfumá-la;
tu que tiveste sombras agoureiras
que emudeceram sempre a tua fala;
tu que desceste mudo as cordilheiras
de teu sonho — gigante cor de opala;
que sozinho choraste horas inteiras
por entre a pompa, a graça, o brilho, a gala;
toma o meu braço carinhoso e amigo
e caminhemos com tranqüilidade,
toma o meu braço e eu morrerei contigo...”
— Parei diante da sombra triste e esguia...
Era a voz compassiva da Saudade
que estas palavras mansas me dizia...
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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima [inúmeros sonetistas
e tradutores], Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio
de Janeiro — RJ; Nilo de Freitas Bruzzi (1897 — 1978), mineiro de Pomba, fez seus
estudos secundários no Caraça, formou-se em Direito pela Faculdade Livre do Rio
de Janeiro, foi advogado, professor, crítico, ensaísta, contista, romancista, biógrafo
e jornalista; trabalhou e/ou colaborou em diversos periódicos (A Notícia, A Época,
Rio-Jornal, O Jornal, Fon-Fon, Seleta, Para Todos, O Malho, Diário de Minas, entre
outros), tendo sido redator em alguns deles; obras: Poesias, O Antunes (contos,
1920), Luar de Verona (poemas, 1920), As do Rosto Belo e as de Beleza na Alma (palestras
literárias, 1925), O Boêmio, Livro de Amor (poemas, 1926), Literatura Histórica
(1930), O Modernismo etc; Nilo Bruzzi foi professor catedrático de Literatura Brasileira
e das Línguas Latinas do Ginásio do Espírito Santo e ocupou diversas funções na
administração pública, particularmente na área da justiça, em diversas localidades.


