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Melancolia!
A noite desenrola lentamente
a peça infinita, de veludo negro...
Melancolia!
Fugiram os desejos incertos,
fugiram as alegrias insensíveis...
Mas ainda existe o mistério?
ainda existe a vida? existe a morte?
Melancolia!
Mais um silêncio, melancolia!
Um silêncio último, um silêncio pequeno
para ouvirmos aquele “outro” silêncio...
Mais uma sombra, uma grande sombra,
para diluir, suavizar aquelas “outras” sombras...
Mais olhos, melancolia,
olhos claros, brilhantes, olhos noturnos,
para avistarmos e conduzirmos,
silenciosamente,
ATÉ AO NOSSO DESEJO,
aquela grande imagem cega
que nos procura,
que nos espera...
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Tácito de Almeida — Túnel e Poesias Modernistas — 1922/23, Estabelecimento de texto e estudo por Telê Porto Ancona Lopez, Coleção Toda Poesia 3, 1987, Art Editora, São Paulo — SP; Carlos Tácito Alberto de Almeida Araújo (1889 — 1940), paulista de Campinas, formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), foi jurista, jornalista, escritor e poeta; contribuiu na fundação da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde lecionou Ciências Políticas; participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e colaborou com a Klaxon, revista modernista, onde assinou seus textos como Carlos Alberto de Araújo, e cuja redação ficava em seu escritório; em 1923, deixou a produção poética e iniciou a produção de textos jurídicos e políticos; em 1926, porém, escreveu um conto, ‘Um homem bondoso’, publicado no primeiro número da revista modernista Terra roxa e outras terras; escreveu Túnel (poesias, 1922).

Tácito de Almeida — Túnel e Poesias Modernistas — 1922/23, Estabelecimento de texto e estudo por Telê Porto Ancona Lopez, Coleção Toda Poesia 3, 1987, Art Editora, São Paulo — SP; Carlos Tácito Alberto de Almeida Araújo (1889 — 1940), paulista de Campinas, formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), foi jurista, jornalista, escritor e poeta; contribuiu na fundação da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde lecionou Ciências Políticas; participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e colaborou com a Klaxon, revista modernista, onde assinou seus textos como Carlos Alberto de Araújo, e cuja redação ficava em seu escritório; em 1923, deixou a produção poética e iniciou a produção de textos jurídicos e políticos; em 1926, porém, escreveu um conto, ‘Um homem bondoso’, publicado no primeiro número da revista modernista Terra roxa e outras terras; escreveu Túnel (poesias, 1922).