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Se a mão falasse,
a minha mão diria:
“Pude
apertar a sua mão tão leve!
Ah! que
perfume o que essa flor trazia
Em suas
cinco pétalas de neve!”
E se escrevesse a mão, como isto escreve,
Mas por si, sem lhe ser preciso guia,
Vontade, impulso, inspiração que a leve,
Talvez a minha mão escreveria:
"Versos, ide-me assim, sem lei nem arte.
Pois não por vós, mas por mais pura e linda
Forma fugaz eu me debato em vão!
Nem sei negar-te pena e às musas dar-te.
Que ébrio me arrasto, respirando ainda
Ó aroma virginal de sua mão!"
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Inspirados Sonetos de Autores Brasileiros
e Portugueses, Organização e Seleção de Milton Xavier de Carvalho e Prefácio de
Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende Costa, Contagem
— MG; Antonio Mariano Alberto de Oliveira (1857 — 1937), fluminense de Palmital
de Saquarema, farmacêutico e professor, foi poeta e figura de destaque do Parnasianismo; em sua carreira literária colaborou em jornais e revistas cariocas (Gazetinha, A Semana, Diário do Rio de Janeiro, Mequetrefe, Combate, Gazeta da Noite, Tribuna de Petrópolis, Revista Brasileira, Correio da Manhã, Revista do Brasil, Revista de Portugal, Revista da Língua Portuguesa), organizou e selecionou poemas e autores para Páginas de Ouro da Poesia Brasileira (1911) e para Os Cem Melhores Sonetos Brasileiros (1932) entre outras participações no campo da poesia e da literatura; escreveu e publicou Canções românticas (1878), Meridionais (introdução de Machado de Assis,
1884), Sonetos e poemas (1885), Versos e Rimas (1895), que reuniu em Poesias — primeira
série (1900), e mais Poesias — segunda série (1906), Poesias — terceira série (1913)
e Poesias — quarta série (1927), etc.; Alberto de Oliveira, com Raimundo
Correia e Olavo Bilac, constituiu a tríade do Parnasianismo no Brasil.
