Mostrando postagens com marcador Anastácio Ayres de Penhafiel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anastácio Ayres de Penhafiel. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Anastácio Ayres de Penhafiel: labirinto cúbico

____________________
Ao Excelentíssimo Senhor Vasco Fernandes César de Meneses, Vice-Rei do Estado do Brasil


Nota da edição: A frase IN UTROQUE CESAR * lê-se nas beiras assim: na 1ª linha, de cima para baixo ou da esquerda para a direita; na última, de baixo para cima ou da direita para a esquerda. É possível lê-la a partir de cada I na diagonal: de cima para baixo, virando para a esquerda; de baixo para cima, virando para a direita; para a direita, virando para cima; para a esquerda, virando para baixo. É possível, também, ler em ziguezague, vindo p. ex. de cima para baixo, virando à esquerda, descendo outra vez, virando à esquerda de novo, etc. É mesmo um verdadeiro labirinto.

* Nota deste aprendiz de blogueiro: IN UTROQUE CESAR, frase latina, pode-se traduzir como “há um outro césar” ou “de ambos os lados um césar” (Jayro Luna, em Caderno de Anotações  2005) 
____________________
Poesia Barroca, Antologia — Introdução, Seleção e Notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos, 1967, Edições Melhoramentos, São Paulo — SP; Anastácio Ayres de Penhafiel, poeta do Barroco baiano, consta como tendo participado da Academia Brasílica dos Esquecidos, cuja duração foi curta, com sua 18ª e última conferência realizada em 4 de fevereiro de 1725, seu primeiro e único ano social; assinala Péricles Eugênio nos traços biobibliográficos sobre o ‘Labirinto Cúbico’: “Segundo se lê nos próprios Códices dos Esquecidos, trata-se de um anagrama. Pedro Calmon não registra a circunstância, nem se conhece tentativa de identificação do poeta, que assina um labirinto cúbico baseado na expressão in utroque cesar e era dos acadêmicos mais bem dotados.