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Eis-me chegado da existência ao termo,
Eis-me chegado da existência ao termo,
Cansado, exausto, trêmulo,
sozinho;
Abandonado, cético, estafermo,
Sangrando os pés em lancinante
espinho.
Um velho é como desolado enfermo
Que descortina a morte no caminho;
Ao seu peito tristonho como um
ermo
Não chega nunca a esmola de um
carinho.
O desengano é a derradeira
instância...
Ah! Meus irmãos, como é saudosa a
infância,
Em que não vimos da miséria o
lodo!
Da vida, enfim, ao derradeiro
porto,
O coração chega deserto e morto,
Morto e morrendo sem morrer de
todo!
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Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Theodoro D'Albuquerque, ou Theodoro de Albuquerque, nascido em 1883, no atual Estado da Paraíba, então Parahyba do Norte, foi poeta e jornalista; dirigiu a revista Ordem e Progresso e escreveu Fluxo e Refluxo; é o que consta de sua biografia, nas consultas que este aprendiz de blogueiro conseguiu fazer.
Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Theodoro D'Albuquerque, ou Theodoro de Albuquerque, nascido em 1883, no atual Estado da Paraíba, então Parahyba do Norte, foi poeta e jornalista; dirigiu a revista Ordem e Progresso e escreveu Fluxo e Refluxo; é o que consta de sua biografia, nas consultas que este aprendiz de blogueiro conseguiu fazer.