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I
Na janela dos afogados,
sonho.
Ah, a morte, a noite em
teus lábios,
Bela como uma flor!
Na janela dos afogados,
sonho:
Os espelhos de poeira e
cinzas
Emudecem tua chama de
estio.
Na janela dos afogados,
sonho:
O silêncio tece uma rosa
de fogo
Na desolação de tuas
ruínas.
II
Nos espelhos da tarde
Nenhuma face.
Apenas o verão.
Um lamento que se
estende
E caminha com sua luz
pálida
Nas sombras do tédio.
Nos espelhos da tarde
Minha chama arde
Em seu derradeiro canto.
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Livro de Poemas (1947 — 1957): Olympio Monat da Fonseca, Coleção
“Rex” nº 12, 1957, “Organização Simões” Editora, Rio de Janeiro — RJ; sobre o autor
poeta Olympio Monat da Fonseca, o aprendiz de blogueiro e pesquisador responsável
por este Verso e Conversa (quase) nada encontrou em seus caminhos googleanos; porém,
pelo Correio da Manhã (domingo, 25.12.1949, 4ª secção — Vida Literária), ficamos
sabendo que naquele ano houve a publicação do seu livro de estréia, Cantos (lançado
pelo Jornal de Letras); ainda, pela estante virtual, encontrou-se também a edição
de Poemas (Editora Guanabara, 1950) e, pelo books.google, Um homem sem rosto e Passeio
de cavalo morto (romances, de 1964 e 1978, respectivamente); Olympio Monat da Fonseca
traduziu poemas de Georg Trakl, Stefan George e Friedrich Georg Jünger, é o que
constatamos em O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia, edição bilíngüe (seleção
de Geir Campos, Ediouro, 1985), traduções estas que fazem parte do acervo deste
Verso e Conversa (clique
aqui); quem souber de outras notícias a respeito do autor, e/ou
de sua vida literária, e puder/quiser compartilhar com este blogue, fica o agradecimento
público.




