Mostrando postagens com marcador Asmus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Asmus. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de maio de 2021

Matthias Claudius: O amor

 
____________________
[Traduzido por Geir Campos]

O Amor, nada o detém;
Não tem porta nem trinco,
Tudo ele vence e vaza.
Sem princípio, bateu
E eternamente bate
Suas eternas asas.

Matthias Claudius

Die Liebe

Die Liebe hemmet nichts;
Sie kennt nicht Tür noch Riegel,
Und dringt durch alles sich;
Sie ist ohne Anbeginn,
Schlug ewig ihre Flügel,
Und schlägt sie ewiglich.
____________________
O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Matthias Claudius (1740 1815), alemão de Reinfeld, Holstein, aprendeu Latim, estudou Teologia e Direito na Universidade de Jena, foi poeta e jornalista, tendo sido editor dos jornais Der Wandsbecker Bothe e Hessen-Darmstädtische; obras: Tändeleyen und Erzählungen (1763), além de publicações de início esparsas em almanaques e revistas de museus, escritas entre 17701775, e reunidas em textos multivolumes Asmus omnia sua secum portans (oder Sämtliche Werke des Wandsbecker Bothen); Matthias Claudius também usou o pseudônimo de Asmus.

sábado, 3 de abril de 2021

Matthias Claudius: O semeador

 
____________________
[traduzido por Olívia Krahenbuhl]

Lança a semente o semeador.
Recebe-a a terra; e dentro em pouco
Germina, aponta a flor.

Tua a amavas: por ela desprezaste
Os outros dons que a vida oferecia
e sozinho ficaste.

Chorar próximo à tumba sossegada,
Para a nuvem da morte erguer os braços
Que valem gestos ante o nada?

Passa o homem qual erva emurchecida,
Qual folha de arvoredo; é muito breve
A mascarada desta vida.

O pouso da águia pouco dura:
Logo, a poeira das asas sacudindo,
Remonta ao sol na altura...


Der Saemann säet den Samen

Der Saemann säet den Samen.
Die Erd empfängt ihn, und über ein kleines
Keimet die Blume herauf-

Du liebtest sie. Was auch dies Leben
Sonst für Gewinn hat, war klein dir geachtet,
Und sie entschlummerte dir.

Was weinest du neben dem Grabe
Und hebst die Hände zur Wolke des Todes
Und der Verwesung empor?

Wie Gras auf dem Felde sind Menschen
Dahin, wie Blätter! Nur wenige Tage
Gehn wir verkleidet einher.

Der Adler besuchet die Erde,
Doch säumt nicht, schüttelt vom Flügel den Staub und
Kehret zur Sonne zurück.
____________________
O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Matthias Claudius (1740 1815), alemão de Reinfeld, Holstein, aprendeu Latim, estudou Teologia e Direito na Universidade de Jena, foi poeta e jornalista, tendo sido editor dos jornais Der Wandsbecker Bothe e Hessen-Darmstädtische; bibliografia: Tändeleyen und Erzählungen (1763), além de publicações de início esparsas em almanaques e revistas de museus, escritas entre 17701775, e reunidas em textos multivolumes Asmus omnia sua secum portans (oder Sämtliche Werke des Wandsbecker Bothen); Matthias Claudius também usou o pseudônimo de Asmus.