A chuva bate em cheio na vidraça.
e o relógio da igreja, de hora em hora,
Soa. Há passos na rua... E a ronda passa...
Não consigo dormir. Como demora
Esta vigília que me torna lassa!
Se abro um livro, não leio. E lá por fora
Chove. Há passos na rua... E a ronda passa...
Dormes? Não creio. Eu sei que estás velando,
Porque eu pressinto que, de quando em quando,
Vem o teu corpo fluídico e me enlaça.
O relógio da igreja está batendo.
São quatro horas. Que insônia! Está chovendo.
Ouço passos na rua... E a ronda passa...
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Os Mais Belos Sonetos Brasileiros — Seleção e Notas de Edgard Rezende, da Academia Fluminense de Letras — Prefácio de Oliveira e Silva, 2ª edição, 1947, Casa Editora Vecchi Ltda., Rio de Janeiro — RJ; a poetisa Corina Pereira Rebuá, nascida no Distrito Federal (Rio de Janeiro) em 1900, foi funcionária do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural do Ministério da Educação; escreveu e publicou Felicidade (1930), Alma Sedenta (1932), Vida (1940) e Romance do Meu Amor (1943).
e o relógio da igreja, de hora em hora,
Soa. Há passos na rua... E a ronda passa...
Não consigo dormir. Como demora
Esta vigília que me torna lassa!
Se abro um livro, não leio. E lá por fora
Chove. Há passos na rua... E a ronda passa...
Dormes? Não creio. Eu sei que estás velando,
Porque eu pressinto que, de quando em quando,
Vem o teu corpo fluídico e me enlaça.
O relógio da igreja está batendo.
São quatro horas. Que insônia! Está chovendo.
Ouço passos na rua... E a ronda passa...
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Os Mais Belos Sonetos Brasileiros — Seleção e Notas de Edgard Rezende, da Academia Fluminense de Letras — Prefácio de Oliveira e Silva, 2ª edição, 1947, Casa Editora Vecchi Ltda., Rio de Janeiro — RJ; a poetisa Corina Pereira Rebuá, nascida no Distrito Federal (Rio de Janeiro) em 1900, foi funcionária do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural do Ministério da Educação; escreveu e publicou Felicidade (1930), Alma Sedenta (1932), Vida (1940) e Romance do Meu Amor (1943).