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(traduzido por Basílio de Magalhães)
(traduzido por Basílio de Magalhães)
Míseros versos meus, que lanço ao vento,
da juventude em flor, memórias fiéis.
Rimas de ira, de gáudio e de lamento,
amanhã, pobres rimas, que sereis?
Fugi, fugi do mundo, sempre atento
a flagelar quem não o amou! Tereis
inculto, sim, mas não fingido acento,
rimas, que o meu afeto enalteceis
Decerto a minha amada encontrareis,
por quem ânsias mortais experimento,
e vós, que o arcano deste amor sabeis,
vós, testemunhas de um finar tão lento,
ah! quanto, quanto a amei — lhe direis,
míseros versos meus, que lanço ao vento!
da juventude em flor, memórias fiéis.
Rimas de ira, de gáudio e de lamento,
amanhã, pobres rimas, que sereis?
Fugi, fugi do mundo, sempre atento
a flagelar quem não o amou! Tereis
inculto, sim, mas não fingido acento,
rimas, que o meu afeto enalteceis
Decerto a minha amada encontrareis,
por quem ânsias mortais experimento,
e vós, que o arcano deste amor sabeis,
vós, testemunhas de um finar tão lento,
ah! quanto, quanto a amei — lhe direis,
míseros versos meus, que lanço ao vento!
| Lorenzo Stecchetti |
POSTUMA
I.
Poveri versi miei gettati
al vento,
Della mia gioventù
memorie liete,
Rime d’ira, di gioia e di
lamento,
Povere rime mie, che
diverrete?
Ahi fuggite, fuggite il
mondo intento
A flagellar chi non
l’amò; premete
L’inculto sì ma non
bugiardo accento,
Conscie dell’amor mio,
rime discrete.
E se la donna mia
ritroverete
Per cui le angoscie della
morte io sento,
Voi che il segreto del
mio cor sapete,
Voi testimoni del perir
mio lento,
Quanto, quanto l’amai voi
le direte,
Poveri versi miei gettati
al vento.
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O Mundo Maravilhoso do Soneto,
de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas
Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Olindo Guerrini (1845 — 1916), ou
Lorenzo Stecchetti, italiano de Forlì, estudou direito e se encaminhou pela
vida nas letras, tendo sido bibliotecário na Universidade de Bolonha; foi bibliófilo,
estudioso da literatura italiana, crítico literário e poeta; teve muitos de
seus poemas musicados à época; sua obra poética: Postuma (1877), Polemica
(1878), Giobbe (1882), Rime di Argia Sbolenti (1897) e outros; obra em prosa: La
vita e le opere di Giulio Cesare Croce (1879), La tavola e la cucina nei secoli
XIV e XV (1884), In Bicicleta (1901), Brani di vita (1908) ...; o poeta também
fez uso de vários outros pseudônimos em suas publicações, entre os quais Argia
Sbolenti, Marco Balossardi, John Dareni, Pulinera, Bepi e Mercutio.