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Ora (direis) ser-se "smart",
meu caro! Certo
Isto é tolice! — E eu vos
direi, no entanto,
Que, cada dia, logo que
desperto,
pensar em sê-lo é o meu
maior encanto...
E disso cuido todo o dia, enquanto
O belo sexo, esse rosal
aberto,
Transita. E, vindo a noite,
eu, triste e em pranto,
Inda o procuro no jardim deserto.
Direis agora: — Meu choroso
amigo!
Que cousa é o
"smartismo"? Que sentido
Tem isso que entender eu não
consigo?
E eu vos direi: — Ora esta!
Eu é que sei?
Se eu falo assim é porque
tenho ouvido
Que "smart" eu sou
e, que fazer?, serei...
([jornal] A Quimera [nº21,
pág. 3], 27.08.1908)
* Nota de Joaquim Branco:
Segundo nossas pesquisas, nesta e em muitas publicações, a palavra smart tem
o significado de chic, “elegante”, e vamos encontrá-la em vários números da
Revista da Mata [ . . . ], como propaganda
de uma fábrica de gravatas que havia em Cataguases.
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Passagem para a Modernidade —
Transgressões e experimentos na poesia de Cataguases (Década de 1920), Texto e
Introdução de Joaquim Branco e Apresentação de Francis Paulina Lopes da Silva,
2002, Instituto Francisca de Souza Peixoto, Cataguases — MG e Editar Editora
Associada, Juiz de Fora — MG; sobre Xico Smart [pseudônimo?!], compositor do
soneto-paródia, não há outros registros em pesquisas googleanas; o atrevido
aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa já antecipa agradecimentos a quem tiver alguma notícia biobibliográfica do autor do poema e quiser/puder compartilhar com esta página.