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O ser poeta é cantar, verso por
verso,
Esse poema de amor e de
ventura!...
É sorrir quando um mal, forte,
disperso...
Algo traduz de pérfida amargura!
O ser poeta é viver, num sonho imerso,
Cantarolando, alegre, a vida impura...
É sofrer quando o Mundo for
perverso,
Nessa perversidade que perdura!
Tudo o que o vate canta é
sublimado:
— Desperta, alegre, uma alma
entristecida!
— Revive, triste, um sonho
idolatrado!
O ser poeta é chorar, sorrindo a
sorte...
O ser poeta é morrer, cantando a
vidaI
O ser poeta é viver, cantando a morte!

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Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Armando Rodrigues Gonçalves (1888? — 1962), fluminense de São Gonçalo, diplomado pela Escola Normal de Niterói, onde chegou a trabalhar como secretário, formado em Direito, exerceu os ofícios de professor, advogado, jornalista e também foi poeta; produziu intensamente, tanto em prosa como em verso, e deu contribuição assídua à imprensa carioca e fluminense; bibliografia: Lyra Azul e Mármores Partidos; postumamente, publicou-se, Páginas Preferidas, uma seleção de seus poemas, como "edição definitiva" de seus escritos poéticos em diversas fases de sua vida literária.
Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Armando Rodrigues Gonçalves (1888? — 1962), fluminense de São Gonçalo, diplomado pela Escola Normal de Niterói, onde chegou a trabalhar como secretário, formado em Direito, exerceu os ofícios de professor, advogado, jornalista e também foi poeta; produziu intensamente, tanto em prosa como em verso, e deu contribuição assídua à imprensa carioca e fluminense; bibliografia: Lyra Azul e Mármores Partidos; postumamente, publicou-se, Páginas Preferidas, uma seleção de seus poemas, como "edição definitiva" de seus escritos poéticos em diversas fases de sua vida literária.