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[traduzido por Rosvitha Friesen Blume e Markus J. Weininger]
A guerra já não é mais declarada,
Apenas prossegue. O insólito
tornou-se cotidiano. O herói
abstém-se das batalhas. O fraco
é movido para as linhas de fogo.
O uniforme do dia é a paciência,
a medalha, o mísero astro
da esperança sobre o coração.
Esse é conferido
quando nada mais acontece,
quando a metralha se cala,
quando o inimigo ficou invisível
e a sombra do eterno armamento
recobre o céu.
É conferido
pela deserção das bandeiras,
pela bravura frente ao amigo,
pela denúncia de segredos indignos
e pelo ato de ignorar
qualquer ordem.
Alle Tage
Der Krieg wird nicht mehr erklärt,
sondern fortgesetzt. Das Unerhörte
ist alltäglich geworden. Der Held
bleibt den Kämpfen fern. Der Schwache
ist in die Feuerzonen gerückt.
Die Uniform des Tages ist die Geduld,
die Auszeichnung der armselige Stern
der Hoffnung über dem Herzen.
Er wird verliehen,
wenn nichts mehr geschieht,
wenn das Trommelfeuer verstummt,
wenn der Feind unsichtbar geworden ist
und der Schatten ewiger Rüstung
den Himmel bedeckt.
Er wird verliehen
für die Flucht von den Fahnen,
für die Tapferkeit vor dem Freund,
für den Verrat unwürdiger Geheimnisse
und die Nichtachtung
jeglichen Befehls.
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Seis décadas
de poesia alemã: do pós-guerra ao início do século XXI [diversos poetas e poemas],
antologia bilíngue, Organização e Tradução de Rosvitha Friesen Blume e Markus J.
Weininger, Prefácio de Berthold Zilly, Posfácio de Marcus J. Weininger, Colaboração
de Stephan Arnulf Baumgärtel, 2012, Editora da UFSC, Florianópolis — SC; Ingeborg
Bachmann (1926 — 1973), austríaca de Klagenfurt, estudou Filosofia e Direito nas
universidades de Innsbruck, Graz e Viena, foi escritora, dramaturga e poeta; após
se formar e doutorar-se trabalhou como roteirista e editora da rádio austríaca Rot-Weiss-Rot;
a poeta lecionou nas universidades de Harvard (EUA) e Frankfurt (Alemanha); suas
obras: Ein Geschaft mit Traumen (peça radiofônica, 1952), Die gestundete Zeit (coletânea
de poesias, 1953), Die Zikaden (peça radiofônica, 1955), Todesarten/The Book of
Franza & Requiem for Fanny Goldmann (romance inconcluso, 1955), Anrufung des großen bären
(coletânea de poesias, 1956), Der
güte Gott von Manhattan (peça radiofônica, 1959), Der Prinz von Homburg (libreto
de ópera, 1960), Der junge Lord (libreto de ópera, 1965), Das dreißigste Jahr (contos,
1961), Malina (romance, 1971), Simultan/Three Paths to the Lake (contos, 1972),
Ich weiß keine bessere Welt (poemas não publicados, 2000) ...; recebeu premiações
por suas obras em poesia e peças para rádio; teve poemas musicados; Ingeborg Bachmann,
que também fez uso do pseudônimo Ruth Keller, veio a morrer após sofrer graves queimaduras
por incêndio em seu apartamento em Roma — Itália.