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sábado, 23 de setembro de 2023

Iveta Ribeiro: Conselhos

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Faze do coração um relicário
Onde guardes do amor a pura essência,
Seja a bondade o doce breviário
Por onde te orientes na existência.

Tem piedade do cruel fadário
Daqueles que mergulham na demência
Não condenes o réprobo e o falsário
Foragidos da própria consciência.

Que Jesus seja o lema e seja a trilha
Por onde em passos firmes caminhares
Em procura da luz que no alto brilha.

Repara que o exaltado é quem se humilha
E não te esqueças nunca que é vitória
Ser boa e ser honesta, minha filha.

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Inspirados Sonetos de Autores Brasileiros e Portugueses, Organização e Seleção de Milton Xavier de Carvalho e Prefácio de Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende Costa, Contagem — MG; Iveta de Sousa Cunha, ou Iveta Cunha Ribeiro dos Santos (1886 1963), nascida na cidade do Rio de Janeiro, à época Distrito Federal, foi poetisa, cronista, pintora, dramaturga, atriz, radialista e redatora de vários jornais e revistas, A Cigarra — Magazine, por exemplo; foi patrona [ou patronesse] da Cadeira 34 da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul; em 1949, a poetisa organizou no Liceu Literário Português (Rio de Janeiro) a Primeira Estante Feminina Portuguesa no Brasil, com 282 autoras lusas; como pintora realizou 14 exposições individuais, assinando 598 trabalhos de vários gêneros, expondo-os no Rio de Janeiro  RS, Porto Alegre  RS e Lisboa  Portugal; suas obras: Almas simples (novela), Coisas da Vida (contos, 1922), Despertar (novela), Meus versos (poemas, 1927), Mutações (poemas, 1935), Florzinha (teatro, 1937), Meu Livro de Orações (1939), Migalhas (poemas em prosa), Corpos e Almas (poemas, 1943), Duas almas (poemas, 1958), Em todos os tempos (contos), Meu filho (novela), Pequena antologia de poetisas brasileiras (organização de obras, antologia); Iveta Ribeira foi embaixatriz da cultura feminina do Brasil, em Portugal, promoveu o intercâmbio cultural e artístico entre as duas nações e foi delegada à Confederação Feminina de la Paz Americana, na Argentina.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Iveta Ribeiro: Certeza

Vim do nada... sou nada... e para o nada
Um dia voltarei quando morrer...
Fui névoa da manhã... fui madrugada,
Meio dia já fui... entardecer...

Acordei vendo a vida, deslumbrada...
Depois fui despertando sem querer...
Cantei... sorri... amei e fui amada...
Tive todos os sonhos de mulher!...

Agora vou descendo da montanha...
Caminho para o fim que deve estar
Bem perto... e a caminhada é já tamanha!...

Mas quando a minha vida se findar,
O meu olhar terá a luz estranha,
De um sol que morre à tarde... e há de voltar!
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Os Mais Belos Sonetos Brasileiros  Seleção e Notas de Edgard Rezende, da Academia Fluminense de Letras  Prefácio de Oliveira e Silva, 2ª edição, 1947, Casa Editora Vecchi Ltda., Rio de Janeiro RJ; Iveta Cunha Ribeiro dos Santos (1886   ?  ), nascida no Distrito Federal (Rio de Janeiro), foi poetisa, cronista, pintora, dramaturga radialista e redatora de vários jornais e revistas; foi patrona da Cadeira 34 da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul; em 1949, no Liceu Literário Português (Rio de Janeiro) organizou a Primeira Estante Feminina Portuguesa no Brasil, com 282 autoras lusas; Iveta deixou-nos como legado Meus versos (1927), Mutação (1935) e Meu Livro de Orações (1939).