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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Adauto: em cada pirado em cada pivete em cada malandro . . .

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em cada pirado
em cada pivete
em cada malandro
em cada suicida
em cada sub/urbanóide
eu vejo
      todo o
              seu esplendor
escorrendo pelos bueiros
desta
cidade vazia
 meu único congo...

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26 Poetas Hoje — antologia, Organização, Introdução e Posfácio de Heloísa Buarque de Hollanda, 2001, 5ª edição, Editora Aeroplano, Rio de Janeiro —  RJ; Adauto ou Ras Adauto ou Adauto de Souza Santos, nascido em 1950, carioca, bacharel em Letras pela UFRJ, é poeta, ator, multimídia, roteirista e cineasta independente; fez parte da geração surgida na década de 1970 e conhecida como poetas da 'Poesia Marginal' e da 'Geração Mimeógrafo', no Rio de Janeiro, em São Paulo e em algumas outras capitais; bibliografia: Konfa & Marafona II  urbanoide (1975), Antologia folha de rosto (poesias, 1976), Ih, botaram fogo no mato (1992), Alô, hallo, Caetano (1994), O dia em que encontrei Frida Kahlo na rua (1998), A saga de D. Leopoldina do Brasil (1998); atualmente vive em Berlim, onde participa da cena artística e multicultural da capital alemã e divulga as artes e as múltiplas formas da cultura brasileira.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Adauto: minha poesia não canta nada

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minha poesia não canta nada
 como haveria de cantar? 
berra todo nosso sufoco
como um doido na camisa-de-força.

vem do útero do ânus estuprado
do peito doente
da cirrose do fígado.

minha poesia é o pânico
a quarta dimensão terrível
da vida consumada no porto da barra pesada
das penitenciárias dos hospícios
do pervintin da maconha da cachaça
do povo na rua
 do povo de minha laia.

minha poesia é o hino
dos libertinos
q conspiram na noite dos generais...

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26 Poetas Hoje — antologia, Organização, Introdução e Posfácio de Heloísa Buarque de Hollanda, 2001, 5ª edição, Editora Aeroplano, Rio de Janeiro —  RJ; Adauto ou Ras Adauto ou Adauto de Souza Santos, nascido em 1950, carioca, bacharel em Letras pela UFRJ, é poeta, ator, multimídia, roteirista e cineasta independente; fez parte da geração surgida na década de 1970 e conhecida como poetas da 'Poesia Marginal' e da 'Geração Mimeógrafo', no Rio de Janeiro, em São Paulo e em algumas outras capitais; bibliografia: Konfa & Marafona II — urbanóide (1975), Antologia folha de rosto (poesias, 1976), Ih, botaram fogo no mato (1992), Alô, hallo, Caetano (1994), O dia em que encontrei Frida Kahlo na rua (1998), A saga de D. Leopoldina do Brasil (1998); atualmente vive em Berlim, onde participa da cena artística e multicultural da capital alemã e divulga as artes e as múltiplas formas da cultura brasileira.