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terça-feira, 5 de maio de 2026

Gérard de Nerval: O ponto negro

 

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[traduzido por Mauro Gama]

Quem quer que tenha olhado o sol bem fixamente
Crê ante seus olhos ver, a voar teimosamente,
Ao redor, uma nódoa algo lívida, no ar.

Assim bem moço ainda e muito petulante
Ousei fixar na glória os olhos um instante:
Ficou-me um ponto negro em meu voraz olhar.

Depois, mesclado a tudo, em sinal de algum luto,
Por toda parte, onde o olho eu ponho ou mais perscruto,
Vejo-a também pospor-se assim, a negra escória!

Que coisa, sempre! Está entre mim e qualquer ventura!
Ó, é que apenas a águia ai dessa desventura!
Contempla impunemente os dois, o sol e a glória!

Gérard de Nerval

Le point noir

Quiconque a regardé le soleil fixement
Croit voir devant ses yeux voler obstinément
Autour de lui, dans l’air, une tache livide.

Ainsi, tout jeune encore et plus audacieux,
Sur la gloire un instant j’osai fixer les yeux:
Un point noir est resté dans mon regard avide.

Depuis, mêlée à tout comme un signe de deuil,
Partout, sur quelque endroit que s’arrête mon oeil,
Je la vois se poser aussi, la tache noire!

Quoi, toujours? Entre moi sans cesse et le bonheur!
Oh! c’est que l’aigle seul malheur à nous, malheur!
Contemple impunément le Soleil et la Gloire.

Odelettes [1834]
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Gérard de Nerval — Cinquenta Poemas, Edição Bilíngue, Tradução, Estudo crítico, Súmula biográfica e Notas de Mauro Gama, 2013, Ateliê Editorial, Cotia — SP; Gérard de Nerval (1808 1855), nascido Gérard Labrunie, francês parisiense, foi poeta, dramaturgo, ensaísta, contista, novelista, romancista e tradutor; estudou no Collège Charlemagne Paris, participou do Petit Cénacle, um círculo de intelectuais e artistas boêmios, traduziu Goethe e Klopstock para o francês, criou a revista Le Monde Dramatique, direcionada ao teatro e que circulou por alguns meses; em 1826 deu início às suas publicações, parte de seus poemas vieram à luz em jornais e revistas da época; suas obras: Elégies et Odelettes (1834), Léo Burckart (drama, 1839), Voyage en Orient (contos e novelas “poéticas”, 1851), Sylvie (conto, 1853), Les Filles du Feu (coleção de contos, e poemas “Les Chimères”, 1854), Promenades et Souvenirs (narrativas, 1854), Les Chimères (poemas, 1854), Aurélia ou le Rêve et la Vie (narrativas, 1855), Autres Chimères (publicação póstuma), Poésies Diverses (publicação esparsa ou postumamente) ...; além dos já citados Goethe e Klopstock, também traduziu Schiller, Uhland, Burger, reunindo-os em Poésies Allemandes (1830), posteriormente, ainda traduziu Heinrich Heine; o poeta, que esteve internado mais de uma vez para acompanhamento e tratamento de suas perturbações mentais e alucinações, cometeu suicídio enforcando-se numa viela de Paris.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Gérard de Nerval: É uma Mulher o Amor

 
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[traduzido por Mauro Gama]

É uma mulher o amor, a glória e a esperança;
Aos filhos que ela guia, ao homem consolado,
Eleva o coração e o sofrimento amansa,
Como um anjo dos céus sobre a Terra exilado.

Curvado no trabalho ou pelo seu destino,
A sua voz o homem se ergue e na alma se esclarece,
Impaciente em sua marcha escassa de alto tino,
Só um sorriso o doma, e o coração lhe aquece.

Nesta época de ferro, a glória é toda incerta:
Esperando-a demais, chegamos a abdicar.
Mas quem não a quererá, de graça e paz coberta,
Da beleza que a traz, ou no-la faz ganhar?

Gérard de Nerval

Une femme est l’amour

Une femme est l’amour, la gloire et l’espérance;
Aux enfants qu’elle guide, à l’homme consolé,
Elle élève le coeur et calme la souffrance,
Comme un esprit des cieux sur la terre exilé.

Courbé par le travail ou par la destinée,
L’homme à sa voix s’élève et son front s’éclaircit;
Toujours impatient dans sa course bornée,
Un sourire le dompte et son coeur s’adoucit.

Dans ce siècle de fer la gloire est incertaine:
Bien longtemps à l’attendre il faut se résigner.
Mais qui n’aimeraient pas, dans sa grâce sereine,
La beauté qui la donne ou qui la fait gagner?

[Poésies diverses]
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Gérard de Nerval — Cinquenta Poemas, Edição Bilíngue, Tradução, Estudo crítico, Súmula biográfica e Notas de Mauro Gama, 2013, Ateliê Editorial, Cotia — SP; Gérard de Nerval (1808 1855), nascido Gérard Labrunie, francês parisiense, foi poeta, dramaturgo, ensaísta, contista, novelista, romancista e tradutor; estudou no Collège Charlemagne Paris, participou do Petit Cénacle, um círculo de intelectuais e artistas boêmios, traduziu Goethe e Klopstock para o francês, criou a revista Le Monde Dramatique, direcionada ao teatro e que circulou por alguns meses; em 1826 deu início às suas publicações, parte de seus poemas vieram à luz em jornais e revistas da época; suas obras: Elégies et Odelettes (1834), Léo Burckart (drama, 1839), Voyage en Orient (contos e novelas “poéticas”, 1851), Sylvie (conto, 1853), Les Filles du Feu (As Filhas do Fogo, coleção de contos, e poemas “Les Chimères”, 1854), Promenades et Souvenirs (narrativas, 1854), Les Chimères (As Quimeras, poemas, 1854), Aurélia ou le Rêve et la Vie (narrativas, 1855), Autres Chimères (publicação póstuma), Poésies Diverses (publicação esparsa ou postumamente) ...; além dos já citados Goethe e Klopstock, também traduziu Schiller, Uhland, Burger, reunindo-os em Poésies Allemandes (1830), posteriormente, ainda traduziu Heinrich Heine; o poeta, que esteve internado mais de uma vez para acompanhamento e tratamento de suas perturbações mentais e alucinações, cometeu suicídio enforcando-se numa viela de Paris.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Gérard de Nerval: Romança

 
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[traduzido por Mauro Gama

Ària: O Nobre Fulgor do Diadema

Sob alegrias simuladas
Não nos escondas tua dor!
Tanto em tristeza nos agradas
Quanto em sorriso encantador:
Em meio à névoa a aurora invade
O vale, e assim o olhar enleva
E, bela em tênue claridade,
A noite, Febe, encanta a treva.

Quem te vê muda e pensativa
Sonhar sozinha o dia inteiro,
A ingênua virgem em ti reaviva
Que ainda suspira o amor primeiro;
Não vê a coroa e seu esplendor
Cingindo em ti os cabelos belos,
E se lhe entrega com o ardor
Do amor primeiro e seus anelos.

Gérard de Nerval

Romance

Air: Le Noble Eclat du Diadème

Ah! sous une feinte allégresse
Ne nous cache pas ta douleur!
Tu plais autant par ta tristesse
Que par ton sourire enchanteur:
À travers la vapeur légère
L'Aurore ainsi charme les yeux;
Et, belle en sa pâle lumière,
La nuit, Phœbé charme les cieux.

Qui te voit, muette et pensive,
Seule rêver le long du jour,
Te prend pour la vierge naïve
Qui soupire un premier amour;
Oubliant l'auguste couronne
Qui ceint tes superbes cheveux,
A ses transports il s'abandonne,
Et sent d'amour les premiers feux!

(Poèmes divers)
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Gérard de Nerval: Cinquenta Poemas [Edição Bilíngue], Tradução, Estudo crítico, Súmula biográfica e Notas de Mauro Gama, 2013, Ateliê Editorial, Cotia — SP; Gérard de Nerval (1808 1855), nascido Gérard Labrunie, francês parisiense, foi poeta, dramaturgo, ensaísta, contista, novelista, romancista e tradutor; estudou no Collège Charlemagne Paris, participou do Petit Cénacle, um círculo de intelectuais e artistas boêmios, traduziu Goethe e Klopstock para o francês, criou a revista Le Monde Dramatique, direcionada ao teatro e que circulou por alguns meses; em 1826 deu início às suas publicações, parte de seus poemas vieram à luz em jornais e revistas da época; suas obras: Elégies et Odelettes (1834), Léo Burckart (drama, 1839), Voyage en Orient (contos e novelas “poéticas”, 1851), Sylvie (conto, 1853), Les Filles du Feu (coleção de contos, e poemas “Les Chimères”, 1854), Promenades et Souvenirs (narrativas, 1854), Les Chimères (poemas, 1854), Aurélia ou le Rêve et la Vie (narrativas, 1855), Autres Chimères (publicação póstuma), Poésies Diverses (publicação esparsa ou postumamente) ...; o poeta, que esteve internado mais de uma vez para acompanhamento e tratamento de suas perturbações mentais e alucinações, cometeu suicídio enforcando-se numa viela de Paris.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Gérard de Nerval: Nobres e Criados

 
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[traduzido por Mauro Gama]

Esses nobres de outrora, e de livros, canções,
Com suas testas de boi e semblantes dantescos,
Os corpos com a estrutura e os ossos gigantescos,
Qual se houvessem no solo as raízes, fundações.

Se voltassem ao mundo, e cá tivessem a idéia
De cada herdeiro achar, de seus nomes, sua lida,
Raça de Laridons que nos paços, decaída,
Entre ministros corre e, ávida, enxameia;

Secos em seus plastrões e estofos afetados,
Entenderiam porém, esses nobres senhores,
Que, desde aquele tempo, a seu sangue e favores,
Suas filhas vêm mesclando o sangue de seus criados!

Gérard de Nerval

Nobles et valets

Ces nobles d'autrefois dont parlent les romans,
Ces preux à fronts de boeuf, à figures dantesques,
Dont les corps charpentés d'ossements gigantesques
Semblaient avoir au soi racine et fondements;

S'ils revenaient au monde, et qu'il leur prît l'idée
De voir les héritiers de leurs noms immortels,
Race de Laridons, encombrant les hôtels
Des ministres, rampante, avide et dégradée;

Êtres grêles, à buscs, plastrons et faux mollets:
Certes ils comprendraient alors, ces nobles hommes,
Que, depuis les vieux temps, au sang des gentilshommes
Leurs filles ont mêlé bien du sang de valets!

[Odelettes — 1834]
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Gérard de Nerval — Cinquenta Poemas, Edição Bilíngue, Tradução, Estudo crítico, Súmula biográfica e Notas de Mauro Gama, 2013, Ateliê Editorial, Cotia — SP; Gérard de Nerval (1808 1855), nascido Gérard Labrunie, francês parisiense, foi poeta, dramaturgo, ensaísta, contista, novelista, romancista e tradutor; estudou no Collège Charlemagne Paris, participou do Petit Cénacle, um círculo de intelectuais e artistas boêmios, traduziu Goethe e Klopstock para o francês, criou a revista Le Monde Dramatique, direcionada ao teatro e que circulou por alguns meses; em 1826 deu início às suas publicações, parte de seus poemas vieram à luz em jornais e revistas da época; suas obras: Elégies et Odelettes (1834), Léo Burckart (drama, 1839), Voyage en Orient (contos e novelas “poéticas”, 1851), Sylvie (conto, 1853), Les Filles du Feu (As Filhas do Fogo, coleção de contos, e poemas “Les Chimères”, 1854), Promenades et Souvenirs (narrativas, 1854), Les Chimères (As Quimeras, poemas, 1854), Aurélia ou le Rêve et la Vie (narrativas, 1855), Autres Chimères (publicação póstuma), Poésies Diverses (publicação esparsa ou postumamente) ...; além dos já citados Goethe e Klopstock, também traduziu Schiller, Uhland, Burger, reunindo-os em Poésies Allemandes (1830), posteriormente, ainda traduziu Heinrich Heine; o poeta, que esteve internado mais de uma vez para acompanhamento e tratamento de suas perturbações mentais e alucinações, cometeu suicídio enforcando-se numa viela de Paris.

sábado, 21 de junho de 2025

Gérard de Nerval: A Prima

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[traduzido por Mauro Gama]

Tem o inverno prazer: é, aos domingos frequente,
Se à terra branca traz um sol ouro e semente:
Pode-se com uma prima, airosa, ir a passear...
E não vos faça aqui esperar para jantar,

Diz a mãe. E eis que a ver, nas Tulherias, vestidas
De flor e mansidão árvores negras, puídas,
A jovem sente frio... e vos faz perceber
Que o nevoeiro da tarde, aos poucos, vem-se erguer.

Voltamos e, do dia, enfim, só se reclama
Ter-se ido tão depressa... e com discreta chama;
Na casa então se sente, entre o apetite e a caça,
Bem debaixo da escada, o bom peru que se assa*.

Gérard de Nerval

La cousine

L’hiver a ses plaisirs; et souvent, le dimanche,
Quand un peu de soleil jaunit la terre blanche,
Avec une cousine on sort se promener…
Et ne vous faites pas attendre pour dîner,

Dit la mère. Et quand on a bien, aux Tuileries,
Vu sous les arbres noirs les toilettes fleuries,
La jeune fille a froid… et vous fait observer
Que le brouillard du soir commence à se lever.

Et l’on revient, parlant du beau jour qu’on regrette,
Qui s’est passé si vite… et de flamme discrète:
Et l’on sent en rentrant, avec grand appétit,
Du bas de l’escalier, le dindon qui rôtit.

(Odelettes — [1834])

* Nota do tradutor Mauro Gama: O leitor aplicado encontrará uma sugestiva semelhança entre o fundo de cena deste poema, sua atmosfera, seus ingredientes, e os do episódio “Othys”, da novela “Sylvie”, em Les Filles de Feu.
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Gérard de Nerval: Cinquenta Poemas [Edição Bilíngue], Tradução, Estudo crítico, Súmula biográfica e Notas de Mauro Gama, 2013, Ateliê Editorial, Cotia — SP; Gérard de Nerval (1808 — 1855), nascido Gérard Labrunie, francês parisiense, foi poeta, dramaturgo, ensaísta, contista, novelista, romancista e tradutor; estudou no Collège Charlemagne Paris, participou do Petit Cénacle, um círculo de intelectuais e artistas boêmios, traduziu Goethe e Klopstock para o francês, criou a revista Le Monde Dramatique, direcionada ao teatro e que circulou por alguns meses; em 1826 deu início às suas publicações, parte de seus poemas vieram à luz em jornais e revistas da época; suas obras: Elégies et Odelettes (1834), Léo Burckart (drama, 1839), Voyage en Orient (contos e novelas “poéticas”, 1851), Sylvie (conto, 1853), Les Filles du Feu (coleção de contos, e poemas “Les Chimères”, 1854), Promenades et Souvenirs (narrativas, 1854), Les Chimères (poemas, 1854), Aurélia ou Le Rêve et la Vie (narrativas, 1855), Autres Chimères (publicação póstuma), Poésies Diverses (publicação esparsa ou postuamamente) ...; o poeta, que esteve internado mais de uma vez para acompanhamento e tratamento de suas perturbações mentais e alucinações, cometeu suicídio enforcando-se numa viela de Paris.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Gérard de Nerval: Epitáfio

Resultado de imagem para Gérard de Nerval Cinquenta Poemas Ateliê Editorial edição bilíngue
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[traduzido por Mauro Gama]

Ele ora viveu feliz como um estorninho*,
Aqui terno e mais quieto, ali amoroso,
Ora só a sonhar, como um Clitandre umbroso,
Até que alguém bateu à porta de seu ninho.

Era a Morte! E lhe instou que um instante a mais, custoso,
Lhe desse para um poema, o último, em alinho;
Depois já se estendeu, sem dor ou descaminho,
No frio cofre, então, do corpo temeroso.

Tinha preguiça muita, ao que nos diz a história,
Via a tinta secar na escrivaninha inglória,
Queria saber tudo e nada soube, enfim.

E, ao vir-lhe a hora sua em que, lasso da vida,
Numa tarde de inverno, a alma lhe foi colhida,
Ele se foi, dizendo: “Ora, por que é que eu vim?”

Portrait de Gérard de NERVAL
Gerárd de Nerval

Epitaphe

Il a vécu, tantôt gai comme un sansonnet,
Tour à tour amoureux insoucieux et tendre,
Tantôt sombre et rêveur comme un triste Clitandre,
Un jour il entendit qu'à sa porte on sonnait.

C'était la Mort! Alors il la pria d'attendre
Qu'il eût posé le point à son dernier sonnet;
Et puis sans s'émouvoir, il s'en alla s'étendre
Au fond du coffre froid où son corps frissonnait.

Il était paresseux, à ce que dit l'histoire,
Il laissait trop sécher l'encre dans l'écritoire,
Il voulait tout savoir mais il n'a rien connu.

Et quand vint le moment, où, las de cette vie,
Un soir d'hiver, enfin, l'âme lui fut ravie,
Il s'en alla disant: “Pourquoi suis-je venu?”


* Nota do tradutor Mauro Gama: ... um trocadilho irrecuperável: o nome francês do pássaro, sansonnet (português “estorninho”), literalmente “sem soneto”, corresponde ao ceticismo do poeta ao qualificá-lo como stupide, na tradução: “sem brio”...
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Gérard de Nerval: Cinquenta Poemas — Tradução, Estudo crítico e Cronologia da vida e obra, por Mauro Gama, edição bilíngue, 2013, Ateliê Editorial, Cotia — SP; Gérard de Nerval (1808 1855), nascido Gérard Labrunie, francês parisiense, foi poeta, dramaturgo, contista, novelista e romancista; estudou no Collège Charlemagne Paris, participou do Petit Cénacle, um círculo de intelectuais e artistas boêmios, traduziu Goethe e Klopstock para o francês, criou a revista Le Monde Dramatique, direcionada ao teatro e que circulou por alguns meses; parte de seus poemas foram publicados em jornais e revistas da época; bibliografia: Elégies et Odelettes (1834), Voyage en Orient (1851), Les Filles du feu (1854), Promenades et souvenirs (1854), Les Chimères (1854), Aurélia ou le Rêve et la Vie (1855) e outros títulos em verso, prosa e para teatro; o poeta, que esteve internado mais de uma vez para acompanhamento e tratamento de suas perturbações mentais e alucinações, cometeu suicídio enforcando-se numa viela de Paris.