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Sufoca
Esgota
Sacrifica
Mutila
Arrasta
Castiga
Calada
Cuspida
Silencia
Quando sufoca, alivia
Quando corta, sacia
Quando machuca, agoniza
Quando grita, silencia
Os dias passam
E essa sua cara de enterro
Incomoda quem passa
As faces amassam
Como se fossem massas manipuladas
Queres mudança?
Leve teu peito a lança
Que quando lançada
Finca na sua pele cansada
Queria dizer luminosas palavras,
Mas minha boca
gesticula com dolorosas mastigadas,
Tua face está borrada
Com tinta guache
apague-a com borracha
Tu já estás trancada
Termine logo com isso
Libere suas desgraças
Só não minta agora,
pois quando menos espera
já passou tua hora
de arrancar tuas mordaças.
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pilares: raízes espelhadas — [poesias]: Jaque Alves & Jessica Marcele, Prefácio de
MC Martina e Posfácio de Patrícia Meira, 2019, nosotros, Editorial, São Paulo —
SP; Jaque Alves ou Jaqueline
Alves Pinto, nascida em 1994, paulista da ZL paulistana,
bairro de São Miguel Pta, onde se criou e ali vive até hoje, formou-se em Serviço Social na Universidade Brasil,
é atriz, poeta, escritora, articuladora e produtora cultural e mestre de
cerimônia; atuante em vários slams pela paulicéia, Slam da Guilhermina entre os
quais, integra a equipe Slam Laje (Batalha de Poesia itinerante), participou do
Módulo de Pesquisa Teatral Continuada na Aldeia Satélite Espaço Cultural; a
poetatriz Jaque Alves teve/tem atuação em dois grupos teatrais: Cia. Cínicos
Cênicos e Cia. Utilidade Pública, com as peças Um Em Cada Três e Dia Útil,
respectivamente, e foi uma das idealizadoras do coletivo PARDOnizadas, de
performances cênico-poéticas, com a ação Sangue Sujo e participa também do
coletivo Pilares; suas obras: além deste zine [plaquete, livreto] pilares: raízes espelhadas (2019), participou das antologias O Livro Negro dos Sentidos
(2021), Teatro Íntimo: Monólogos Minimalistas (2021) e Sua Língua é o Seu Corpo
(2022), também em coautorias, ...