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meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa
presença
olhar
lembrança calor
meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão
[Não
fosse isso e era menos/ Não fosse tanto e era quase, 1980,
Melhores poemas de Paulo
Leminski (sel. Fred Góes e
Álvaro Marins), 6ª ed., São Paulo: Global, 2002,
p.67.]
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A lua no cinema e outros poemas [várias
autorias], Organização e Apresentação de Eucanaã Ferraz, Ilustrações de Fabio Zimbres,
2011, Companhia das Letras, São Paulo — SP; Paulo Leminski Filho (1944 — 1989),
paranaense de Curitiba, foi escritor, poeta, crítico literário, tradutor, professor,
músico e letrista; como seminarista da Ordem dos Beneditinos, no Mosteiro de São
Bento em São Paulo, iniciou seus estudos de latim e grego; como judoca faixa-preta,
estudou o idioma japonês e tomou contato com a cultura e a poesia do Oriente; participante
do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte, conheceu o
poeta Haroldo de Campos, de quem se tornou amigo e parceiro em várias obras; cursou
Direito e desistiu, cursou Letras e desistiu várias vezes; foi professor de História
e de Redação em cursos pré-vestibulares, professor de judô, atuou em publicidade;
após estréia com seus textos, na revista Invenção, do poeta Décio Pignatari, colaborou
em outros periódicos e revistas de vanguarda; teve textos musicados e fez parcerias
com Caetano Veloso e outros músicos, compositores e letristas; traduziu obras de
Petrônio, Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Beckett, Yukio
Mishima, conhecedor que era dos idiomas inglês, francês, latim, grego, japonês e
espanhol; suas obras: Matsuo Bashô (ensaio biográfico, 1983), Caprichos e Relaxos
(poesia, 1983), Cruz e Sousa (ensaio biográfico, 1983), Descartes com lentes (conto,
1983), Jesus a.C. (ensaio biográfico, 1983), Agora é que são elas (romance, 1984),
Anseios crípticos (1986), Leon Trotski: a paixão segundo a revolução (ensaio biográfico,
1986), Distraídos venceremos (poesias, 1987), Guerra dentro da gente (1988), Catatau
(prosa poética experimental, 1989), 40 Clics (poesia, com fotografias de Jack Pires,
1990), La vie en close (poesia, 1991), Uma carta uma brasa através: cartas a Régis
Bonvincino — 1976 a 1981 (1992), Metamorfoses: uma viagem pelo imaginário grego
(1994), Winterverno (1994), O ex-estranho (1996) e outros; recebeu premiações por
sua obra.


