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| Telegrafista tentando novas tecnologias |
Navegadores e navegadoras,
Apesar da convicção que tenho de que a maioria dos que acessam a Internet acabam se familiarizando com essa incrível ferramenta que tem a pretensão (e não só pretensão!) de, ao ser acionada através de um simples toque no mouse, fazer explodir na telinha à nossa frente um mundo de informações, etc, tudo isso sem que seja preciso que tiremos a bunda da cadeira, não resisto e exponho o que se segue:
- vá lá que parte dessas informações possam ser falaciosas, impertinentes, reticentes, mentirosas e de cujas abordagens podemos até discordar frontalmente;
- vá lá que o nosso espírito curioso e investigativo junto a este mundo virtual (mas nem tanto!) nos conduza a um sedentarismo e aos prejuízos que este comportamento nos traz;
- vá lá, ainda, que esta enxurrada de páginas, blogues, sites, e-mails, canais sociais, tudo isso nos deixe, por vezes, feito baratas tontas defronte à telinha;
- vá lá, inclusive, que eu, neste momento, possa estar falando apenas de mim — do meu comportamento defronte à telinha — e de mais ninguém;
- vá lá também que, com esse lero-lero, talvez eu esteja apenas abordando o que seja óbvio para todos;
- faço, porém, a ressalva (necessaríssima!): eu sou do tempo do telégrafo. Isso mesmo, t e l é g r a f o ;
- aliás, sou telegrafista formado, com diploma e tudo, pela antiga e extinta Estrada de Ferro Sorocabana (ex—Fepasa), isso antes mesmo de eu completar o antigo ginásio, lá pelos idos da década de 60 do último século do milênio passado;
- ainda criança, eu queria seguir as pegadas de meu pai que, vindo da roça, tornou-se ferroviário pra sempre. Novidade isso de seguir ou tentar seguir as pegadas do pai, né!
Ah..., mas porque eu estou escrevendo isso mesmo?
Sim, lembrei...! Se são tantas as fantasias que nos movem nessa viagem virtual, são tantos também os procedimentos que visam facilitar a que voemos cada vez mais. Cada página, além de conter os recursos básicos disponíveis pela tecnologia de comunicação de ponta do mundo virtual, também tem uma cara, digamos assim, um tanto personalizada. É disso que eu quero falar objetivamente. Da cara deste blogue, pô!
Preciso deixar claro que sou apenas um aprendiz de blogueiro. Não raras vezes me comporto como se estivesse teclando em uma máquina de escrever Olivetti, Remington ou Olympia, das quais só se lembra quem tem mais de quarenta primaveras. Daí que a minha capacidade e/ou disposição de apreender/absorver os recursos oferecidos por esta ferramenta internética é bem baixa, se não quase nula.
O que eu quero dizer é que se o/a internauta que acessa este verso e conversa clicar no título de cada matéria postada, ele/ela acessará, quase sempre, outra página referente ao assunto abordado. Eu disse "quase sempre", pelo fato de eu ainda estar moldando a cara do blogue. É isso!
Pronto. Apenas no parágrafo imediatamente acima relatei o que precisava dizer ao iniciar esta postagem. Só que acabei gastando uma penca de outros parágrafos em tal empreitada. Pra quê?! Ah..., deixa pra lá...! É assim que eu funciono.
Abraços pros manos e beijos pras minas.
Genésio dos Santos,
um aprendiz de blogueiro.
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Genésio dos Santos, caipira, nascido em 1952 em Itapetininga — SP, filho de ferroviário, tem diploma de Curso de Telégrafo, é poeta e cronista e, acrescente-se, hoje é também um bicho urbano adaptado e aprendiz de blogueiro.