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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Frederico Barbosa: perdi meu sol do nordeste . . . etc.

Resultado de imagem para loucos no oco sem beiras ateliê editorial
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sem um puto
e ainda puto com tanto
poeta prosa
escuto do povo
um poema joyce rosa:
“pobrema é coisa de pobre seu moço”

e vomitei meu almoço



aos quinze era camus
que não me deixava dormir
estrangeiro em mim



perdi meu sol do nordeste
por esse ressentimento
eu exílio sono lento


lançamento fred
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Louco no oco sem beiras: Anatomia da Depressão — Frederico Barbosa, Texto-Apresentação de Amador Ribeiro Neto e Texto-Contracapa de José de Paula Ramos Jr., 2001, Ateliê Editorial, São Paulo — SP; Frederico Tavares Bastos Barbosa, nascido em 1961, pernambucano de Recife, formado pela USP  Universidade de São Paulo em Física, Grego, Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, poeta, crítico literário e professor; lecionou Língua e Literatura no colégio Equipe, Escola Logos e Anglo vestibulares e, como crítico literário, trabalhou no Jornal da Tarde e na Folha de São Paulo; bibliografia: Rarefato (1990),  Nada feito nada (recebeu o Prêmio Jabuti, 1993), Contracorrente (2000) Louco no oco sem beiras (2001), Cantar de amor entre os escombros (2002), A construção do zero (2004), Brasibraseiro (parceria com Antonio Risério, recebeu pela segunda vez o Prêmio Jabuti, 2004), Signicidade (2009), Na Lata: Poesia Reunida 1978  2013 (2013), além de outros títulos em verso e prosa; tem poemas traduzidos e publicados em diversas coletâneas de Portugal, Estados Unidos, Austrália, México, Espanha e Colômbia; foi e é atuante em organismos ligados à literatura e espaços culturais; participou de antologias, com seus textos, e organizou antologias poéticas de outros autores; o poeta tem atuado na direção de áreas de literatura e outros espaços culturais.