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Se tudo o que se passa no universo,
Se o mais simples fenômeno da vida
Depende da vontade indiscutida
De um Ser supremo, eterno, incontroverso;
Se Deus, que vive lá nos céus imerso,
Dirige o amor, a lágrima vertida,
A mão que salva e a mão homicida,
De modo agindo, em tudo, tão diverso;
Se Dele nasce a luz, o movimento,
A essência que produz o pensamento
Que cria e elimina em vã porfia,
Trazendo a natureza submissa:
Ou Deus não tem noção do que é justiça
Ou se dá tudo à sua revelia.
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Antologia de Poetas Fluminenses
(vários autores) — Rubens Falcão, Carta-Prefácio de Agripino Grieco, 1968, Gráfica
Record Editora, Rio de Janeiro — RJ; Noel de Carvalho (1878 — 1942), fluminense
de Resende, foi tabelião de profissão, poeta e também musicista; por trabalhar desde
cedo, pouco estudou em colégios, o que não o impediu de adquirir, por conta própria,
“larga cultura, tornando-se bom conhecedor da filosofia positivista”, é o que aponta
o publicitário Frederico de Carvalho, seu filho, no estudo literário Um poeta, publicado
no Correio da Manhã, sábado, 29 de abril de 1967; Noel de Carvalho chegou a residir
em São Paulo e na Guanabara (à época, Distrito Federal e, hoje, Rio de Janeiro);
no Rio, foi presidente da Federação Metropolitana de Futebol em duas gestões e,
em Resende, onde nasceu e viveu a maior parte de sua vida, há, em sua homenagem,
a Escola Municipal Noel de Carvalho; não teve livro publicado.