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sábado, 7 de dezembro de 2019

Friedrich Nietzsche: Moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo & outros aforismos

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[traduzido por Claudio Carina]
  1. Vida*: A vantagem de uma má memória é poder desfrutar as mesmas coisas boas pela primeira vez várias vezes. (Humano, demasiado humano, “O homem a sós consigo”, seção 580.)
  2. Filosofia: Explicações místicas são consideradas profundas; a verdade é que elas não são nem rasas. (A Gaia Ciência, livro III, seção 126.)
  3. Política: Moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo. (A Gaia Ciência, livro III, seção 116.)
  4. Pós-Verdade: Convicções são inimigas muito mais perigosas da verdade do que as mentiras. (Humano, demasiado humano, “O homem a sós consigo”, seção 483)
  5. Escravos do salário: Hoje como sempre, os homens se dividem em dois grupos: escravos e homens livres. Quem não tiver dois terços de seu dia para si mesmo é um escravo, seja ele o que for: um estadista, um homem de negócios, um funcionário ou um acadêmico. (Humano, demasiado humano, “Sinais de cultura superior e inferior”, seção 283.)
  6. Escritores: Sou o primeiro alemão a ter dominado o aforismo, e aforismos são uma forma de eternidade. É minha ambição dizer em dez sentenças o que todos os outros dizem em um livro inteiro  o que todos os outros não dizem em um livro inteiro. (Crepúsculo dos Ídolos, Incursões de um extemporâneo”, seção 51.)
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Friedrich Nietzsche
  1. Schlechtes Gedächtnis.  Der Vorteil des schlechten Gedächtnisses ist, daß man dieselben guten Dinge mehrere Male zum ersten Male genießt. (Menschliches, Allzumenschliches — Ein Buch für freie Geister: “Erster Band, Neuntes Hauptstück. Der Mensch mit sich allein — 580”)
  2. Mystische Erklärungen.  Die mystischen Erklärungen gelten für tief; die Wahrheit ist, daß sie noch nicht einmal oberflächlich sind. (Die fröhliche Wissenschaft “la gaya scienza”: Drittes Buch —  126)
  3. Moralität ist Herden-Instinkt im Einzelnen. (Die fröhliche Wissenschaft “la gaya scienza”: Drittes Buch — 116)
  4. Feinde der Wahrheit.  Überzeugungen sind gefährlichere Feinde der Wahrheit als Lügen. (Menschliches, Allzumenschliches — Ein Buch für freie Geister: “Erster Band, Neuntes Hauptstück. Der Mensch mit sich allein — 483”)
  5. ... Alle Menschen zerfallen, wie zu allen Zeiten so auch jetzt noch, in Sklaven und Freie; denn wer von seinem Tage nicht zwei Drittel für sich hat, ist ein Sklave, er sei übrigens wer er wolle: Staatsmann, Kaufmann, Beamter, Gelehrter. (Menschliches, Allzumenschliches — Ein Buch für freie Geister: “Erster Band, Fünftes Hauptstück, Anzeichen höherer und niederer Kultur — 283 ...)
  6. Der Aphorismus, die Sentenz, in denen ich als der erste unter Deutschen Meister bin, sind die Formen der “Ewigkeit”; mein Ehrgeiz ist, in zehn Sätzen zu sagen, was jeder andre in einem Buche sagt  was jeder andre in einem Buche nicht sagt... (Götzen-Dämmerung oder Wie man mit dem Hammer philosophiert: (Streifzüge eines Unzeitgemäßen — 51)

* Nota deste Verso e Conversa: este atrevido aprendiz de blogueiro transcreveu as palavras/itens ‘Vida’, ‘Filosofia’, ‘Política’, ‘Pós-Verdade’, ‘Escravos do salário’ e ‘Escritores’, tal como elas constam na seção Aforismos (pág. 373 e seguintes) da obra Eu sou Dinamite! — A vida de Friedrich Nietzsche, de Sue Prideaux, e respeitando a catalogação por itens constante na tradução de Claudio Carina; este aprendiz de blogueiro não consultou tal obra no original em inglês (I am Dynamite!: A life of Nietzsche) e estabeleceu a numeração contínua de 1 a 6; para a transcrição dos aforismos em alemão foi consultado o site zeno.org/Philosophie/M/Nietzsche,+Friedrich.
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Eu sou dinamite! — A vida de Friedrich Nietzsche, Sue Prideaux, Tradução de Claudio Carina, Editora Planeta do Brasil Ltda., 2019, São Paulo — SP; Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 1900), nascido em Röcken, Província da Saxônia, Prússia, atual Alemanha, foi filósofo, filólogo, crítico cultural, professor, poeta e compositor; estudou na Universidade de Bonn, transferiu-se para a Universidade de Leipzig e foi professor de Filologia Clássica na Universidade de Basiléia, Suiça; escreveu e publicou O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik, 1872), A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos (textos que remontam a 1873, publicados postumamente), David Strauss, o Confessor e o Escritor (David Strauß. Der Bekenner und der Schriftsteller, 1873), Humano, Demasiado Humano, um Livro para Espíritos Livres (Menschliches, Allzumenschliches, primeira parte originalmente publicada em 1878 e versão final publicada em 1886), Schopenhauer como Educador (Shopenhauer als Erzieher, 1874), Richard Wagner em Bayreuth (1876), Aurora, Reflexões sobre Preconceitos Morais (Morgenröte. Gedanken über die moralischen Vorurteile, 1881), A Gaia Ciência (Die fröliche Wissenschaft, 1882), Assim Falou Zaratustra, um Livro para Todos e para Ninguém (Also sprach Zarathustra, 1883 1885), Além do Bem e do Mal, Prelúdio para uma Filosofia do Futuro (Jenseits von Gut und Böse, 1886), Genealogia da Moral, uma Polêmica (Zur Genealogie der Moral, 1887), O Crepúsculo dos Ídolos, ou Como Filosofar com o Martelo (Götzen Dämmerung, 1888), O Caso Wagner, um Problema para Músicos (1888), O Anticristo — Praga contra o Cristianismo (Der Antichrist, 1888), Ecce Homo, de como a gente se torna o que a gente é (Ecce Homo, 1888) e outros títulos; Nietzsche tem suas obras editadas, reeditadas e traduzidas pelo mundo afora; o pensador tem sido rotineiramente estudado nos cursos de Filosofia.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Friedrich Nietzsche: O que não me mata me faz mais forte & outros aforismos

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[traduzido por Claudio Carina]
  1. O Abismo*: O homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem uma corda sobre um abismo. (Assim falou Zaratustra, parte 1, seção 4)
  2. Fama: Eu não sou homem, eu sou dinamite. (Ecce homo, “Por que sou um destino”, seção I)
  3. Deus: Deus está morto; mas em vista da atitude dos homens, ainda pode haver cavernas por milhares de anos em que sua sombra será mostrada. E nós ainda precisamos conquistar essa sombra também. (A Gaia Ciência, livro III, seção 108)
  4. Vida: O que não me mata me faz mais forte. (Crepúsculo dos Ídolos, “Máximas e flechas, seção 8.)
  5. Filosofia: Para se viver sozinho é preciso ser um animal ou um deus, diz Aristóteles. Mas você pode ser as duas coisas um filósofo. (Crepúsculo dos Ídolos, “Máximas e flechas”, seção 3.)
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Friedrich Nietzsche
  1. Der Mensch ist ein Seil, geknüpft zwischen Tier und Übermensch  — ein Seil über einem Abgrunde. (Also sprach Zarathustra: Zarathustras Vorrede — 4)
  2. Ich bin kein Mensch, ich bin Dynamit. (Ecce homo, “Warum ich ein Schicksal bin — 1)
  3. Gott ist tot: aber so wie die Art der Menschen ist, wird es vielleicht noch jahrtausendelang Höhlen geben, in denen man seinen Schatten zeigt. Und wir wir müssen auch noch seinen Schatten besiegen! (Die fröhliche Wissenschaft “la gaya scienza”: Drittes Buch — 108)
  4. Aus der Kriegsschule des Lebens.  Was mich nicht umbringt, macht mich stärker. (Götzen-Dämmerung oder Wie man mit dem Hammer philosophiert: Sprüche und Pfeile 8)
  5. Um allein zu leben, muß man ein Tier oder ein Gott sein sagt Aristoteles. Fehlt der dritte Fall: man muß beides sein —  Philosoph. (Götzen-Dämmerung oder Wie man mit dem Hammer philosophiert: Sprüche und Pfeile — 3)

* Nota deste Verso e Conversa: este atrevido aprendiz de blogueiro transcreveu as palavras/itens 'O Abismo', 'Fama', 'Deus', 'Vida' e 'Filosofia', tal como elas se apresentam na seção Aforismos (pág. 373 e seguintes) da obra Eu sou Dinamite! — A vida de Friedrich Nietzsche, de Sue Prideaux, e respeitando a catalogação por itens constante na tradução de Claudio Carina; este aprendiz de blogueiro não consultou tal obra no original em inglês (I am Dynamite!: A life of Nietzsche) e estabeleceu a numeração contínua de 1 a 5; na transcrição dos aforismos em alemão, o blogueiro consultou páginas do site  zeno.org/Philosophie/M/Nietzsche,+Friedrich
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Eu sou dinamite! — A vida de Friedrich Nietzsche, Sue Prideaux, Tradução de Claudio Carina, Editora Planeta do Brasil Ltda., 2019, São Paulo — SP; Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 1900), nascido em Röcken, Província da Saxônia, Prússia, atual Alemanha, foi filósofo, filólogo, crítico cultural, professor, poeta e compositor; estudou na Universidade de Bonn, transferiu-se para a Universidade de Leipzig e foi professor de Filologia Clássica na Universidade de Basiléia, Suiça; escreveu e publicou O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik, 1872), A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos (textos que remontam a 1873, publicados postumamente), David Strauss, o Confessor e o Escritor (David Strauß. Der Bekenner und der Schriftsteller, 1873), Humano, Demasiado Humano, um Livro para Espíritos Livres (Menschliches, Allzumenschliches, primeira parte originalmente publicada em 1878 e versão final publicada em 1886), Schopenhauer como Educador (Shopenhauer als Erzieher, 1874), Richard Wagner em Bayreuth (1876), Aurora, Reflexões sobre Preconceitos Morais (Morgenröte. Gedanken über die moralischen Vorurteile, 1881), A Gaia Ciência (Die fröliche Wissenschaft, 1882), Assim Falou Zaratustra, um Livro para Todos e para Ninguém (Also sprach Zarathustra, 1883 1885), Além do Bem e do Mal, Prelúdio para uma Filosofia do Futuro (Jenseits von Gut und Böse, 1886), Genealogia da Moral, uma Polêmica (Zur Genealogie der Moral, 1887), O Crepúsculo dos Ídolos, ou Como Filosofar com o Martelo (Götzen Dämmerung, 1888), O Caso Wagner, um Problema para Músicos (1888), O Anticristo — Praga contra o Cristianismo (Der Antichrist, 1888), Ecce Homo, de como a gente se torna o que a gente é (Ecce Homo, 1888) e outros títulos; Nietzsche tem suas obras editadas, reeditadas e traduzidas pelo mundo afora; o pensador tem sido rotineiramente estudado nos cursos de Filosofia.