
____________________
[traduzido por José Paulo Paes]
Senhor D. João, quietinho,
que me enfado:
beijar a mão é muito atrevimento;
abraçar-me… isso não, que me apoquento.
Cosquinhas… ai Joãozinho… e o pecado?
Como são maus os homens… mas cuidado
que me parece ouvir passos lá dentro…
não é ninguém… apressa o teu momento.
Ai que prazer… tão doce e regalado!
Jesus, sou uma louca, quem diria
que com um homem eu… sendo cristã
mas… que… de puro gozo… ai! vida minha!
Quanta vergonha… Vai-te… Queres mais?
O que tivestes não te satisfaz?
beijar a mão é muito atrevimento;
abraçar-me… isso não, que me apoquento.
Cosquinhas… ai Joãozinho… e o pecado?
Como são maus os homens… mas cuidado
que me parece ouvir passos lá dentro…
não é ninguém… apressa o teu momento.
Ai que prazer… tão doce e regalado!
Jesus, sou uma louca, quem diria
que com um homem eu… sendo cristã
mas… que… de puro gozo… ai! vida minha!
Quanta vergonha… Vai-te… Queres mais?
O que tivestes não te satisfaz?
Oh meu Joãozinho, voltas amanhã?
![]() |
| Tomás de Iriarte |
Señor D. Juan, quedito, que me enfado:
Señor D. Juan, quedito, que me enfado:
besar la mano es mucho atrevimiento;
abrazarme... D. Juan, no lo consiento.
Cosquillas... ay Juanito... ¿Y el pecado?
besar la mano es mucho atrevimiento;
abrazarme... D. Juan, no lo consiento.
Cosquillas... ay Juanito... ¿Y el pecado?
Qué malos son los
hombres... mas, cuidado,
que me parece, Juan, que pasos siento...
no es nadie..., despachemos un momento.
¡Ay, qué placer... tan dulce y regalado!
Jesús, qué loca soy, quién lo creyera
que con un hombre yo... siendo cristiana
mas... que... de puro gusto... ¡ay... alma mía!
Ay, qué vergüenza, vete... ¿aún tienes gana?
Pues cuando tú lo pruebes otra vez...
pero, Juanito, ¿volverás mañana?
que me parece, Juan, que pasos siento...
no es nadie..., despachemos un momento.
¡Ay, qué placer... tan dulce y regalado!
Jesús, qué loca soy, quién lo creyera
que con un hombre yo... siendo cristiana
mas... que... de puro gusto... ¡ay... alma mía!
Ay, qué vergüenza, vete... ¿aún tienes gana?
Pues cuando tú lo pruebes otra vez...
pero, Juanito, ¿volverás mañana?
____________________
Poesia Erótica (vários autores) — Seleção, Introdução, Tradução e Notas de José Paulo Paes, 2006, 1ª edição, Companhia de Bolso, São Paulo — SP; Tomás de Iriarte y Nieves Ravelo (1750 — 1791), espanhol de Tenerife, foi comediógrafo, fabulista e poeta satírico; bibliografia: Hacer que hacemos (1770), Los literatos em cuaresma (1773), La música (1779), El don de gentes (1780), Fábulas literárias (1782), El señorito mimado (1783), La señorita malcriada (1788); traduziu Arte Poética, de Horácio.
Poesia Erótica (vários autores) — Seleção, Introdução, Tradução e Notas de José Paulo Paes, 2006, 1ª edição, Companhia de Bolso, São Paulo — SP; Tomás de Iriarte y Nieves Ravelo (1750 — 1791), espanhol de Tenerife, foi comediógrafo, fabulista e poeta satírico; bibliografia: Hacer que hacemos (1770), Los literatos em cuaresma (1773), La música (1779), El don de gentes (1780), Fábulas literárias (1782), El señorito mimado (1783), La señorita malcriada (1788); traduziu Arte Poética, de Horácio.
