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Tenho apreendido muito convosco, ó amigos homens,
a gostar de aventuras e, sobretudo,
mulheres ao alto, ao lado, ao fundo
e, adormecido, sonhar fora do mundo.
07/12/[19]76
(56 Poemas — 1981)
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Poesia portuguesa
contemporânea [várias autorias] — Seleção de autorias, Organização, Nota
inicial e Traços biobibliográficos por Carlos Nejar, 1982, Massao Ohno &
Roswitha Kempf Editores, São Paulo — SP; Rui Cinatti ou Ruy Cinatti Vaz
Monteiro Gomes (1915 — 1986), nascido em Londres, Reino Unido, viveu em
Portugal e no Timor Leste, fez seus primeiros estudos como aluno interno no
lisboense Instituto Militar dos Pupilos do Exército, formou-se em Fitogeografia
no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, foi
antropólogo, agrônomo e poeta; viajou pelo mundo, na Universidade de Oxford,
Inglaterra, tardiamente estudou Etnologia e Antropologia Social e Cultural; em
Timor Leste (à época, colônia ultramarina portuguesa), desempenhou funções
públicas no governo local, sempre relacionadas com seu aprendizado técnico e
acadêmico; na área literária, em 1940, foi co-dirigente da revista Cadernos de
Poesia, ao lado de Jorge de Sena e outros, ali publicou suas primeiras obras
poéticas; entre 1942-1943, fundou a revista Aventura, da qual foram redatores
Eduardo Freitas da Costa, Jorge de Sena ...; colaborou com as revistas Panorama
e Atlântico (revista luso-brasileira); consta de sua biografia que, a partir de
1958, com a publicação d'O Livro do Nómada Meu Amigo, ‘a presença dos
territórios por onde viajou e sobretudo de Timor, se assumiria como “objeto em
que se concretiza a aproximação do poeta consigo mesmo e com a vida humana dos
outros”’; escreveu e publicou: Nós não somos deste mundo (1941), Anoitecendo, a
vida recomeça (1942), Poemas escolhidos (1951), O livro do nómada meu amigo
(1958), Sete septetos (1967), Crônica Cabo Verdeana (1967), Ossobó (1967), O
tédio recompensado (1968), Borda d’alma (1972), Uma sequência Timorense (1970),
Memória descritiva (1971), Conversa de rotina (1973), Cravo singular (1974),
Timor — Amar (1974), Os poemas do Itinerário Angolano (1974), 56 poesias
(1981), todos de poesia, além de várias obras de Antropologia e Botânica
Timorense; premiações: Prêmio Antero de Quental (pela obra O Livro do Nómada
Meu Amigo, 1958), Prêmio Nacional da Poesia (por Sete Septetos, 1968), Prêmio
Camilo Pessanha (1971), Prêmio P.E.N. Clube de Poesia (1982); pertenceu à
Sociedade Portuguesa de Espeleologia, da qual foi presidente.