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Os falecidos
são essa memória
que depois se evoca
São a narrativa
das suas crónicas
e os extremos actos
de seus cercos
sítios
que a prosa acaso
acolhe lisos
Depois na leitura
tanto quanto ao ler
os mortos se aviltam
se debilitam
há uma maneira segura
de utilizar os feitos
para efeito de futura
vida ou sítio
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Poetas mulheres que pensaram o século XX [várias poetas, vários
ensaios, vários ensaístas] — Apresentação e Organização de Regina Przybycien e Cleusa
Gomes, 2008, Editora UFPR, Curitiba — PR; Fiama Hasse Pais Brandão (1938 — 2007),
portuguesa e lisboeta, estudou Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa, foi escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora; suas obras:
Em cada pedra um voo imóvel (poemas dramáticos e poemas em prosa, 1957), Morfismos
(em Poesia 61, 1961), Os Chapéus de Chuva (teatro, 1961), A Campanha (teatro, 1965),
Barcas Novas (1967), Novas Visões do Passado (1975), O Texto de João Zorro (Obra
poética, 1974), Homenagem à literatura (1976), Área Branca, Melômana (ambas em 1978),
Quem move as Árvores (teatro, 1979), Âmago I / Nova Arte (1985), O Labirinto Camoniano
e Outros Labirintos (ensaio, 1985), F de Fiama (antologia, 1986), Três Rostos (1989),
Epístolas e Memorandos (1989), Teatro-teatro (1990), Obra breve (Obra poética, 1991),
Movimento Perpétuo (prosa, 1991), Cântico maior (1995), Sob o olhar de Medeia (prosa,
1998), Cenas Vivas (2000), As Fábulas (2002), Noites de Inês-Constança (2005) etc.;
traduziu obras de Bertolt Brecht, Novalis, John Updike, Antonin Artaud, Anton Tchekov
e outros; recebeu diversas premiações por sua obra.