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Sou poeta, poeta da revolução,
Meus versos não têm rimas nem métricas,
Sou poeta da subversão, subverto a lógica,
“Anarquia”.
“Anarquia não só na poesia, subversão”,
Subversão e anarquia, poesia, luta,
Por um mundo sem hierarquia, “sonho”,
Mera utopia, um mundo sem ricos,
“Sem fome”, mera utopia,
Sou poeta do fim da posse,
Da igual liberdade de ser livre,
Sacra e plena igualdade e,
A liberdade de ser igual.
Nesta liberta e igual sociedade...
Só será permitida a prisão,
Subversão, que já hoje...
Hoje me prende...
Estou/sou prisioneiro destes teus,
Olhos seus, única cela intransponível,
Dos pensamentos meus...
Ah! Minha liberdade que...
Nem mesmo sei se quero!
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Poetivivendo —
Anesino Sandice, sem registros de data, editora e traço biobibliográfico sobre
a autoria; na última página da edição está impresso que “O lucro desta obra
será repassada ao Instituto de Ajuda ao Aluno Carente, IAAC www.instituto.org.br Associação Cantareira. Até porque arte não
deve ser fonte de renda, mas, de vida pode!”; ao leitor/leitora
visitante desta página que souber de alguma notícia sobre a edição deste livro
e/ou sobre o autor, e quiser/puder compartilhar com o editor deste Verso e
Conversa, fica um agradecimento.