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[traduzido por Rudolf Bölting]
Dize-me, aonde foram os seres
excelsos, onde encontrarei os cantores
Que com sua palavra encantaram
os povos,
Aqueles que trouxeram Deus do
céu e ao céu levaram,
Nas asas do canto, nosso
espírito.
Sim, eles ainda vivem, mas
faltam-lhes ações, a lira falta
Que desperte um ouvido
interessado, de que há falta também.
Poetas felizes do mundo feliz!
De boca em boca
Foi, de geração em geração, a
vossa palavra sentida.
As vossas ideias tão
aplaudidas, com tanto ardor,
Como fosse o Deus em pessoa
que ia ser recebido.
Na chama do canto aqueceu o
ouvinte os sentimentos
E nestes sentimentos hauriu
ardor o cantor,
Purificando-o cada vez mais. Feliz
aquele que na voz do povo
Ouviu ecoar a alma do seu
canto,
Aquele a quem, ainda na vida,
apareceu a divindade
Que o homem moderno nem no
coração percebe.
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| Friedrich Schiller |
Die Sänger der Vorwelt
Sagt, wo sind die Vortrefflichen hin, wo find
ich die Sänger,
Die mit dem lebenden Wort horchende Völker entzückt,
Die vom Himmel den Gott, zum Himmel den Menschen gesungen
Und getragen den Geist hoch auf den Flügeln des Lieds?
Ach, noch leben die Sänger, nur fehlen die Taten, die Lyra
Freudig zu wecken, es fehlt, ach! ein empfangendes Ohr.
Glückliche Dichter der glücklichen Welt! Von Munde zu Munde
Flog, von Geschlecht zu Geschlecht euer empfundenes Wort.
Wie man die Götter empfängt, so begrüsste jeder
mit Andacht,
Was der Genius ihm, redend und bildend, erschuf.
An der Glut des Gesangs entflammten des Hörers Gefühle,
An des Hörers Gefühle nährte der Sänger die
Glut,
Nährt und reinigte sie! Der Glückliche, dem in des Volkes
Stimme noch hell zurück tönte die Seele des Lieds,
Dem noch von aussen erschien, im Leben, die
himmlische Gottheit,
Die der Neuere kaum, kaum noch im Herzen vernimmt.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologias de Poetas da Língua
Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição
bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Christoph
Friedrich von Schiller (1759 — 1805), alemão de Marbach am Neckar, inicia o curso
de Direito, abandona, e forma-se em Medicina; foi poeta, filósofo, médico, professor,
dramaturgo e historiador; considerado grande homem das letras, foi um dos principais
representantes do Romantismo e do Classicismo alemão; sua obra: em dramaturgia:
Os Bandoleiros (1781), Wallestein (1799), Maria Stuart (1800), A Noiva de Messina
(1803), Guilherm Tell (1803—1804) etc., em poesia: Os Artistas (1788), Ode à Alegria
(1785), A Luva (1797), O Canto do Sino (1799) e outros, em prosa: Cartas Filosóficas
(1786), Da Arte Trágica (1792), Do Patético (1793), Poesia Ingênua e Sentimental
(1796), História da Separação dos Países Baixos (1788), História da Guerra dos Trinta
Anos (inacabada, 1791—1793) e outros títulos.
