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De nível em nível,
Me atraquei com multiníveis
Moedas ganhei, perdi.
Amigos adquiri.
Minha mente eu abri.
É incrível se sentir
imbatível e ter coragem pra enfrentar o next level.
Iniciar do zero.
Um passo de cada vez.
Aproximando-se do seu
sonho,
e se distanciando do
talvez.
“Dar orgulho a quem torce
por mim”
Foi a missão que eu
escrevi.
E em prol disso permaneci:
Andando, cantando,
dançando, atuando, recitando
Foi quando no sarau me encontrei!
Entendi meu porquê, sem
porém, só vem
por você, ou por outrem
Onde ontem já é passado,
E o que vale é o que você
tem se tornado a cada aprendizado.
Fiz do meu sonho, o nosso!
Eu quero, eu consigo, eu
posso!
Criamos nossa produtora,
Almejando a mudança na
vida das pessoas.
Há quem diga que não é
trabalho,
Mas a arte do viver é
trampo pra c**alho!
Contato, convite,
fechamento
Roteiro, gravação
Pro nosso ganha pão tem
que ter muito argumento!
E eu só lamento,
A quem faz do seu corre um
tormento.
Tapando o sol com a
peneira,
O rosto cheio de olheira
Sem ter enxergado
que do seu sonho,
É possível S(CIM) se
construir um legado!
Me vejo acordado mesmo com
os olhos fechados.
A história se repete até
fora do set,
E já são sete da matina,
Se repete minha rotina,
Quentinha já tá fria,
Ardência na retina.
Com a mochila nas costas e
as rimas na mão,
Saio correndo e perco mais
um busão e o trenzão tão lotado de gente
quanto a minha mente:
Como é louco ser
independente!
Mais uma vez atrasada pra
vida,
Pras minhas fitas,
Eu tô parada, mas fingindo
andar.
Essa gaiola que me deixa
viva, andorinha avoada sozinha,
MAS NÃO ME IMPEDE DE VOAR!
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pilares: raízes espelhadas — poesias: Jessica Marcele & Jaque Alves, Prefácio de MC
Martina e Posfácio de Patrícia Meira, 2019, nosotros, Editorial, São Paulo —
SP; Jessica Marcele, paulista e paulistana
nascida na ZL, bairro de São Miguel Paulista, aprendeu a ler em karaokê, formou-se
na Escola Livre de Teatro de Santo André e no Módulo de Pesquisa Teatral Continuada
do Espaço Cultural Aldeia Satélite, é atriz, performer, slammer, poeta, ativista,
produtora e empreendedora; foi/é oficineira no projeto Luâncias Crescentes da Cia.
EmQuadro, com foco no empoderamento feminino e voltado a jovens do ensino médio
em escolas públicas da periferia de sampa; a poetatriz também foi/é cofundadora
do selo/produtora CIM — Cultura
Independente em Movimento e do Brechó Breguenaite, além de integrar [ou ter integrado]
as companhias e grupos teatrais: Cia. Cínicos Cênicos, Cia. Utilidade Pública, Melancolia
e Visão Periférica; é atuante no Coletivo PARDOnizadas — grupo de intervenções cênico-poéticas que
aborda temas voltados às mulheres negras e no Coletivo Pilares; obras: pilares:
raízes espelhadas (zine [plaquete, livreto] em coautoria com Jaque Alves, 2019),
Teatro Íntimo, Monólogos Minimalistas (antologia, diversas autorias, 2021), Sua
língua é o seu corpo (antologia também traduzida em libras, várias autorias, 2022);
outras intervenções: compõe o elenco de Essa Cia. de Teatro, com Ensaio para dois
perdidos, colabora na criação de E lá fora o silêncio, do LABTD — Grupo Laboratório de Técnica Dramática,
projeto Manifesto das Margens, com o grupo Mundu Rodá, espetáculo itinerante Reset
Brasil, com o Coletivo Estopô Balaio.