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Amo o soneto, o engaste florentino
de tanta jóia de lirismo alado,
de tanto pensamento cristalino,
de tanto amor, de tanto ideal
sagrado.
Nele, Petrarca, o sonhador divino,
deixou gemer o coração rasgado;
Tasso cantou seu mísero destino;
Dante, o amor imortal do seu
passado.
Teve, nele, o cantor do
"Paraíso",
descanso às suas últimas visões;
deu-lhe Bocage, eterno, o choro e
o riso;
Antero, um mundo de interrogações;
e tantos outros... que nem é
preciso
lembrar, ainda, quanto o amou Camões.
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O Mundo Maravilhoso do Soneto,
de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas
Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; José Fernandes Costa (1848 — 1920), português,
general de artilharia, foi cronista, historiador, crítico literário e poeta; em
sua vida literária e cultural lisboeta, foi sócio da Academia de Ciências de
Lisboa, fundou, coordenou e redigiu o Almanach Bertrand, colaborou no periódico
A Leitura, na Brasil-Portugal — revista quinzenal ilustrada e n’A Semana de
Lisboa — Suplemento do Jornal do Commercio; sua obra: O Memorial de Camões
(1892), A Viagem da Índia (1896), Sátira a Gomes Leal (poesia, 1900), História
da Grécia (1902), O Eterno Feminino (poesia, 1913) e outros; em 1898, José
Fernandes Costa, junto com outros autores, publicou um estudo sobre Os Lusíadas,
em edição autográfica, com argumentos novos em estâncias heróicas.