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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

José Fernandes Costa: Amo o soneto, o engaste florentino . . . [soneto]

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Amo o soneto, o engaste florentino
de tanta jóia de lirismo alado,
de tanto pensamento cristalino,
de tanto amor, de tanto ideal sagrado.

Nele, Petrarca, o sonhador divino,
deixou gemer o coração rasgado;
Tasso cantou seu mísero destino;
Dante, o amor imortal do seu passado.

Teve, nele, o cantor do "Paraíso",
descanso às suas últimas visões;
deu-lhe Bocage, eterno, o choro e o riso;

Antero, um mundo de interrogações;
e tantos outros... que nem é preciso
lembrar, ainda, quanto o amou Camões.
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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; José Fernandes Costa (1848  1920), português, general de artilharia, foi cronista, historiador, crítico literário e poeta; em sua vida literária e cultural lisboeta, foi sócio da Academia de Ciências de Lisboa, fundou, coordenou e redigiu o Almanach Bertrand, colaborou no periódico A Leitura, na Brasil-Portugal  revista quinzenal ilustrada e n’A Semana de Lisboa  Suplemento do Jornal do Commercio; sua obra: O Memorial de Camões (1892), A Viagem da Índia (1896), Sátira a Gomes Leal (poesia, 1900), História da Grécia (1902), O Eterno Feminino (poesia, 1913) e outros; em 1898, José Fernandes Costa, junto com outros autores, publicou um estudo sobre Os Lusíadas, em edição autográfica, com argumentos novos em estâncias heróicas.