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Não quero
um mausoléu de mármore ou granito
sobre o
pó que serei... Não quero uma capela!
Que velem
o meu sono os astros do infinito,
Que,
mudos, dizem mais que a palavra mais bela!
Não ponham
uma cruz sobre o lugar restrito
onde vou
descansar, enfim. Bastou-me aquela
que
sempre carreguei neste mundo maldito:
foi
pesada demais — quero esquecer-me dela.
Quando eu
morrer... que as mãos dos meus amigos plantem,
na minha
campa humilde, uma árvore qualquer,
que dê
flores e sombra e onde os pássaros cantem.
E, se
possível for, uma roseira ao lado,
que diga,
a quem passar, que um sonho de mulher
do pó
ressuscitou, em rosas transformado!
(Distância
— 1947/1953 —
2ª ed., p.31)
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Colombina — Yde Schloenbach — e sua
poesia romântica e erótica (esboço biográfico e seleção de poemas), por Maria
Thereza Cavalheiro, 1987, João Scortecci Editor, São Paulo — SP; Colombina, ou Yde
(Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 — 1963), paulista e paulistana, fez parte
de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros poemas
por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos — SP; colaborou com revistas e jornais
de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes utilizando
pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião de Gás e O
Fanal, periódico da Casa por ela editado e do qual foi diretora; escreveu e publicou
Vislumbres (poesias, 1908), Versos em Lá menor (1930), Lampião de Gás (1937), Uma
cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia (1948),
Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961) e
outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol e
italiano, além da língua pátria.










