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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Athos Fernandes: Pedintes

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O pobre pede o pão. O nobre pede o trono.
O santo pede o altar, o crente pede a missa,
e quem das leis sociais sofre amargo abandono
ergue as mãos para o Céu, pedindo por justiça.

Quem ama pede amor. O insone pede o sono.
O mártir pede a cruz, e pede, o herói, a liça.
Pede o inverno o verão. A primavera o outono,
e o sábio pede a luz da verdade castiça!

Quem luta pede a paz. O enfermo pede a cura.
O verme pede a terra e a águia pede a altura,
e quem sofre a opressão pede a mão que o redima.

E o Poeta, também, seguindo a mesma norma,
é um mendigo a pedir a pureza da Forma,
a beleza da Idéia e a riqueza da Rima!

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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Athos Fernandes Monteiro (1920  1979), fluminense de Itaperuna, foi funcionário público, jornalista, escritor e poeta; trabalhou no jornal A Voz do Povo, de Bom Jesus de Itabapoana  RJ, onde foi redator; escreveu e publicou Ofir (poesias, 1977), Os Caminhos do Céu (poesias, 1979), Shangri-La (poesias, 1979), Miscelânea Poética (1979), Antologia dos poetas bonjesuenses (1977), Anuário dos Poetas do Brasil (coletâneas, 1978 e 1979) etc; participou de várias entidades culturais e literárias.