
ODE A UM QUASE CALVO
Ontem, hoje e amanhã
Ontem, hoje e amanhã
o homem o cabelo parte
parte o cabelo com arte
até que o cabelo parte.
até que o cabelo parte.
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POESIA COM LAMENTAÇÃO
DO LOCAL DE NASCIMENTO
Tudo que eu digo, acreditem,
Teria mais solidez
Se em vez de carioquinha
Eu fosse um sábio chinês.

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Antologia de Humorismo e Sátira
(de Gregório de Matos a Vão Gôgo) — por R. Magalhães Júnior, 1957, Editora
Civilização Brasileira S.A., Rio de Janeiro — RJ; Millôr Fernandes (1923 — 2012), ou Milton Viola Fernandes, ou Vão Gôgo, ou Adão Junior, carioca do Méier, nascido em 16 de agosto de 1923 mas registrado em 27 de maio de 1924, transitou por inúmeras áreas ligadas às artes e a outros ofícios: foi escritor, dramaturgo, jornalista, humorista, tradutor, chargista, frasista, desenhista, poeta (de haikais) e caricaturista; escreveu, traduziu e adaptou mais de uma centena de peças de
teatro (Shakespeare, Pirandello, Molière, Racine, Brecht, Tchekov, Gorki, Fassbinder
e muitos outros) — entre as peças de teatro originais destacam-se os clássicos, Liberdade, liberdade
(com Flávio Rangel, 1965), É... (1977), Homem do princípio ao fim (1978), Flávia, cabeça, tronco e
membros (1963), Um elefante no caos (1962), Os órfãos de Jânio (1980); escreveu ainda 30 anos de mim
mesmo (1972), O livro vermelho dos pensamentos de Millôr (1973), Todo o homem é minha caça (1981), Poemas (1984), Millôr definitivo — A Bíblia do Caos (1994), Tempo e contratempo (1998), entre
dezenas de livros editados; o multi artista, que também fez roteiros para cinema, transitou pelos periódicos O Cruzeiro, A Cigarra, Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, Revista Diners, Veja, O Pasquim, Isto É, Jornal do Brasil, O Dia, Folha de São Paulo, Diário Popular (Portugal) entre outros veículos informativos.