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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Na Moita: Kathâsaritsâgara (*)

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(Novembro de 1995 — Na Moita é um jornaleco que vai aos trancos e barrancos)

 

O OBOL E O UORG
(Opose)
                    
                                                  ATREC ZEV, mu obol, es-odnet odagsagne moc mu osso, uetemorp oa uorg amu asnepmocer es, ehl-odnizudortni a açebac an atnagrag, o essariter. O uorg, sópa revah odarit o osso, uidep a asnepmocer. Odnir e odnegnar so setned, o obol ehl uednopser:
                                                  — Me zev ed serarepse asnepmocer, et-atnetnoc ed serevah odariter a açebac  ãs e avlas ad acob e sod setned od obol, mes adan et-ret odicetnoca.
EDADILAROM: Es-egirid a alubáf soa snemoh sosonham euq, sovlas ed mugla ogirep, mecerefo a sues serotiefneb, omoc avrop ed oãditarg, sanepa o oãn meret otief lam mugla.

(*) Kathâsaritsâgara, palavra sânscrita, quer dizer exatamente "Mar formado pelos rios de histórias".
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Tradução:
Mar de Histórias

O GERENTE E OS GREVISTAS

(Traduzido por P. da Silva)

                                                   CERTA VEZ, durante uma greve de vinte e quatro horas decidida em assembléia do Sindicato, um gerente ficou engasgado com a adesão da maioria dos funcionários de sua área, sem se importar com a  maior parte dos funcionários de vinte e uma das principais Agências e dos cinco Cesecs que também tinham aderido à paralisação. Lá pelas 14,30 horas dirigiu-se aos grevistas e disse que estava sendo pressionado por seus superiores e iria entregar os nomes dos que se ausentaram do trabalho naquele dia. Os grevistas, após confabularem, resolveram entrar e assinar o ponto, acabando com a pressão e o engasgo sofridos pelo gerente e perguntaram: Mas qual a nossa recompensa?
                                                  O gerente, disfarçando, respondeu baixinho pra que ninguém ouvisse:
                                                  — Em vez de esperarem recompensa, contentem-se de nada ter lhes acontecido por terem assinado o ponto apesar de entrarem no trabalho já no final do expediente.
Moral da história: Histórias como esta jamais têm moral.
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FRASES
  •  A total ausência de senso de humor torna a vida impossível. Colette
  • Coragem é resistência ao medo, domínio do medo e não ausência de medo. Mark Twain
  • Não aprendeu a lição da vida quem não domina o medo de cada dia. Emerson
  • Independente, sempre; isolado, nunca! Visconti-Venose
  • Deus nos dá as nozes, mas não as quebra. (provérbio russo)
  • Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado. (provérbio árabe)
  • A civilização de uma época é o adubo da próxima. Cyril Connaly
  • A reforma do Estado brasileiro não sairá por ejaculação dos tecnocratas. E, se é verdade que existe a masturbação sociológica, temos também a ejaculação tecnocrática. Wanderley Guilherme dos Santos, cientista político da UFRJ
  • Não acho a comparação com dinossauros ruim. Foram grandes criaturas. Já os bichos que se adaptam a tudo e que estão aí desde o começo do mundo e sobreviverão até o fim, todos sabem quais são: as baratas, os ratos... Luis Fernando Veríssimo, ao ser comparado com dinossauro
  • Cambuta de fiadapada! C. da Pilva
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O jornaleco Na Moita (1991  1997), um devezenquandário que circulou nas dependências da ex-Agência Centro do BB em São Paulo, teve como co-editores responsáveis e interinhos os hoje aposentados e ativistas da palavra Genésio dos Santos e Jorge Nagao.