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Amo o soneto porque é molde antigo
para dizer as coisas sempre novas;
porque depois de não sei quantas
provas,
um pudor virginal guarda consigo.
O soneto é mais puro do que as
trovas.
Sim, Bem-Amada, eu nele apenas
digo
tudo que é nobre em mim, tudo que
aprovas
e é meu prêmio na vida, e meu
castigo.
É fino e breve, e tem segredos de
arte;
uma pureza, enfim, tão cintilante
que, quando um dia desejei
cantar-te,
os teus encantos rútilos,
diversos,
pus em soneto; e desde aquele instante,
só sei rimar-te com quatorze
versos.
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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Silvio Valente (1918 — 1951), baiano e soteropolitano, formado pela Faculdade de Direito de Salvador, exerceu a magistratura por um período, foi professor de Português, Francês e Literatura, poeta e jornalista; seus primeiros textos literários foram publicados na Farol, revista do ginásio onde estudava; colaborou em jornais e revistas da época e n’A Tarde, escreveu a coluna ‘Tabuleiro da Bahiana’ sob os pseudônimos de Bernardo Só e Pepino Longo; bibliografia: Obras Completas de Silvio Valente — Volume I, Líricas — Volume 2, Satíricas (ambas em 1959); produziu poemas em francês, traduziu para a nossa língua uma variedade de poemas de consagrados autores espanhóis, franceses e italianos, verteu para o francês o poema ‘Navio Negreiro’ de Castro Alves e é tido como um poeta satírico dos melhores que a Bahia já teve.
O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima, Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Silvio Valente (1918 — 1951), baiano e soteropolitano, formado pela Faculdade de Direito de Salvador, exerceu a magistratura por um período, foi professor de Português, Francês e Literatura, poeta e jornalista; seus primeiros textos literários foram publicados na Farol, revista do ginásio onde estudava; colaborou em jornais e revistas da época e n’A Tarde, escreveu a coluna ‘Tabuleiro da Bahiana’ sob os pseudônimos de Bernardo Só e Pepino Longo; bibliografia: Obras Completas de Silvio Valente — Volume I, Líricas — Volume 2, Satíricas (ambas em 1959); produziu poemas em francês, traduziu para a nossa língua uma variedade de poemas de consagrados autores espanhóis, franceses e italianos, verteu para o francês o poema ‘Navio Negreiro’ de Castro Alves e é tido como um poeta satírico dos melhores que a Bahia já teve.