
[Poisia Patriotica]
Antigamenti a scuola éra rizogna e franga;
Du veglio professore a brutta barba branga
Du veglio professore a brutta barba branga
Aparicia um cavagnac da relia,
Che pugna rispetto inzima a saparia.
O maestro éra um veglio bunitigno,
I a scuola éra nu Billezigno,
Di tardi inveiz, quano cabava a scuola,
Marcáno o passo i abaténo a sola,
Tutto pissoalo iva saino in ligna,
Uguali come un bando di pombigna.
Ma assí chi a genti pigliava o portó,
Incominciava a insgugliambaçó;
Tuttos pissoalo intó adisparava,
I iva mexeno c'oa genti chi passava.
Che pugna rispetto inzima a saparia.
O maestro éra um veglio bunitigno,
I a scuola éra nu Billezigno,
Di tardi inveiz, quano cabava a scuola,
Marcáno o passo i abaténo a sola,
Tutto pissoalo iva saino in ligna,
Uguali come un bando di pombigna.
Ma assí chi a genti pigliava o portó,
Incominciava a insgugliambaçó;
Tuttos pissoalo intó adisparava,
I iva mexeno c'oa genti chi passava.
* * *
Oggi inveiz stá tutto mudado!
O maestro é um uómo indisgraziado,
Che o pissoalo stá molto chétamente
E illo giá quére dá na gente.
Inveiz um dí intrô na scuola un rapazigno
Co typio uguali d'un intalianigno,
O perfilo inergico i o visagio bello.
Come a virgia du pittore Rafaello.
Stava vistido di lutto acarregado.
Du páio chi murreu inforgado.
O maestro xamô elli un dia,
I priguntô: — Vuce sabe giograffia?
O maestro é um uómo indisgraziado,
Che o pissoalo stá molto chétamente
E illo giá quére dá na gente.
Inveiz um dí intrô na scuola un rapazigno
Co typio uguali d'un intalianigno,
O perfilo inergico i o visagio bello.
Come a virgia du pittore Rafaello.
Stava vistido di lutto acarregado.
Du páio chi murreu inforgado.
O maestro xamô elli un dia,
I priguntô: — Vuce sabe giograffia?
— Come nó!? Sê molto bê si signore.
— Intó mi diga — aparlô o professore, —
Quale é o maiore distritto di Zan Baolo?
— O maiore distritto di Zan Baolo,
O maise bello e ch'io maise dimiro
É sê duvida o Bó Ritiro.
O maestro, furioso di indignaçó,
Batte con nergia u pé nu chó,
I gritta tutto virmeligno:
— O migliore distritto é o Billezigno.
Ma um aguia du piqueno inveiz,
C'oa brutta carma disse otraveiz:
— O distritto che io maise dimiro,
É sê duvida o Bó Ritiro!
O maestro, furioso di indignacó
Alivantô da mesa come un furacó,
I pigano um mappa du Braiz
Disse: — Mostri o Bó Ritiro aqui se fô capaiz!
Aóra o piqueno tambê si alivantô
I baténo a mon inzima o goraçó,
Disse: — O Bó Ritiro sta aqui!
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La Divina Increnca, Reprodução
integral da 1a. edição de 1915, acrescida de textos introdutórios de Otto
Maria Carpeaux e Antônio de Alcântara Machado, 2001, 1ª. reimpressão 2007, Editora
34 Ltda., São Paulo — SP; Juó Bananére, pseudônimo de Alexandre Marcondes
Machado (1892 — 1933), paulista de Pindamonhangaba, formado pela Escola
Politécnica da USP — São Paulo, foi engenheiro civil, escritor e poeta satírico;
é considerado um dos precursores do Modernismo literário e artístico, que desaguou
na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo; colaborou com seus textos nos periódicos
O Estado de São Paulo e O Pirralho; fez paródias de poemas de Olavo Bilac,
Gonçalves Dias, Camões, La Fontaine, Machado de Assis e outros; sua principal obra,
La Divina Increnca (1915), parodia A Divina Comédia, de Dante; em 1933, ano de
sua morte, criou o jornal semanal Diário do Abax’o Piques e que durou 21 números.









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