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quarta-feira, 14 de abril de 2021

huxleyano ramalho da silva: intratável gado novo

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era uma vez um dementhistriônico desgoverno teocrático-militar que pretendia conduzir seu gado rumo ao futuro: espalhava medo e ódio no rebanho e propagandeava que o dia do estouro da manada estava próximo.

sp, 14.04.2021
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huxleyano ramalho da silva, p. da silva, la boétie da silva, e outros vários silva que subscrevem neste blogue, são um só zigoto.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Rubens dos Santos: Gran Circus Demo

 

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               O circo está armado, a democracia burguesa. Os artistas circenses já estão se credenciando para as apresentações no picadeiro.
               Senhoras e Senhores: Vai começar o espetáculo!!!
               As eleições serão no ano que vem, 2022, mas já estão acontecendo.
               A maioria dos artistas se apresenta apenas por dinheiro e alguns para ver a platéia feliz.
               Nesse circo temos a orquestra.
               O apresentador, dono de uma belíssima retórica, conduz o espetáculo. Ele também é o maestro que escolhe as músicas que a platéia gosta e canta junto.
               Lula encanta e quando o espetáculo terminar, sendo eleito o melhor, sabe que a platéia voltará feliz para casa. O que a platéia quer é ser feliz.
               Num circo não pode faltar o palhaço. Nesse, temos o palhaço Bozo. É sem graça e suas piadas mais fazem chorar do que rir.
               É humor negro, piadas tétricas. Dizem que esse palhaço é de morte.
               Vez em quando a platéia grita: “E o palhaço o que é? É ladrão de...”
               Ciro, o contorcionista, ora contorce-se à direita, ora à esquerda. Não se sabe se ele pensa com a cabeça de baixo ou com a de cima. Normalmente troca as mãos pelos pés.
               Não se pode dizer que são pés, é uma cobertura córnea ou unha espessa na última falange dos dedos dos angulares. É formado por epitélio de queratina... vulgo casco.
               Temos o trapezista Huck. Não tem muita experiência, precisa de alguns segurando sua bunda para subir no balanço e tem uma rede para protegê-lo. Dizem que rede é bobo, mas para ele é necessária.
               Doria, o equilibrista, o número principal dele é se equilibrar em cordas. Salta de uma corda para outra para conseguir o seu objetivo, ser o protagonista principal do circo.
               Temos também uns mágicos com truques baratos, uns ilusionistas e umas aberrações da natureza que são colocadas para chocar a platéia.
               Os animais foram proibidos em circos por maus tratos, mas os domadores, uns militares, ainda mantêm a esperança de voltarem ao picadeiro. Com seus chicotes e varas elétricas, rondam o circo e o picadeiro. Alguns se apresentam nos bastidores e pressionam os donos dos circos a fazerem alguma coisa para retomarem com os animais.
               Dizem que caso não retornem por bem, retornarão por mal. Podem até colocar fogo no circo, não importando se tem platéia ou não.
               E na platéia?
               Temos os camarotes. Estão neles os mais abastados, que “pagam e recebem” pelo privilégio de verem o espetáculo todo, usufruindo do bom e do melhor, com garçons, bebidas, petiscos e até... mulheres.
               Nas cadeiras numeradas frente ao palco estão os que gostariam de subir para os camarotes, mas se contentam em contracenar eventualmente com os artistas.
               Logo atrás estão os das cadeiras que sonham um dia sentarem nas numeradas e perigam um dia caírem na geral.
               Me preocupa os da geral. São famílias, pais, mães e filhos, sentados nas tábuas em volta do picadeiro. Vêem o espetáculo de longe ou no telão. Volta e meia algum despenca, quando não acontece algum acidente grave com quebras das tábuas, envolvendo várias pessoas.
               Eu sempre amei circos. Quando não tinha dinheiro para o ingresso, eu dava um jeito e entrava escondido por baixo da lona, correndo o risco dos seguranças me pegarem, darem uns tabefes na minha cabeça e me jogarem para fora.
               Votarei no Lula, o maestro, mas esse Gran Circus Demo não me faz feliz.
               O que eu gostaria, na realidade, é que os da geral dirigissem e fizessem o espetáculo.

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Rubens dos Santos, nascido em 1956, paulista de Mirandópolis, é escritor, cronista, poeta, compositor e letrista; foi bancário e participou da diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, tendo sido eleito em 1979 quando da retomada do sindicato pela Oposição Bancária; à época, devido atividades grevistas na categoria e com liderança do sindicato, houve intervenção governamental no Seeb-SP, com todos os dirigentes sindicais bancários (Rubens dos Santos incluso) tendo seus mandatos cassados pela ditadura militar que assombrava o país desde 1964 e que durou até 1985; atualmente morando em Mayen, Rubens vive na Alemanha desde a década de 80 do século passado.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

sobrevivente da silva: reflexão

 
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reflexão dói
e é pra doer mesmo;
tomara que com algum sofrimento
a gente fuja da dor
e siga refletindo.

sp, 13.02.2021
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sobrevivente da silva, p. da silva e genésio dos santos, além de alguns outros silva, são uma só pessoa e um só aprendiz de blogueiro.