Mostrando postagens com marcador Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Luís Carlos da Fonseca: Exortação

____________________
Sofre, mas não declines da confiança
Que sereno, puseste no futuro;
Se és bom, tens o caminho mais seguro
O bem é uma subida que não cansa!

Sofre, que o sofrimento é uma esperança
A quem deseja revelar-se puro!
Que fora o claro se não fosse o escuro?
Sem sofrimento, a glória não se alcança!

Não te assustem pedradas; olha o mundo
Com os olhos virgens dos velamens da ira,
Vê que o solo ferido é mais fecundo!

E, se tens n’alma o céu, por que temê-las?
As pedradas que o homem contra Deus atira,
Ao contato do céu, tornam-se estrelas!

____________________
Inspirados Sonetos de Autores Brasileiros e Portugueses, Organização e Seleção de Milton Xavier de Carvalho e Prefácio de Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende Costa, Contagem — MG; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 1932), nascido no Rio de Janeiro — RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas cariocas, entre os quais Fon Fon, Para Todos e Careta; há críticos literários que o classificam como pertencente à última geração dos parnasianos; reunido a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; suas obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Luís Carlos: Vozes do Além

 
____________________
Vozes vagas do Além; vozes perdidas,
Como sombras sonoras, que se vão
De tantos mundos e de tantas vidas,
Surdamente, a rolar pela Amplidão...

Vozes feitas de eternas despedidas;
“Nunca Mais”... “nunca mais”; vozes que são
Remotas vibrações indefinidas,
Afundando o silêncio e a solidão.

Quem há, como eu, que as ouça, tão de perto?
Quem há, se é de as ouvir, de forma tal
Que o meu destino é um trágico deserto?!

Ninguém. Porque elas são, só por meu mal,
Os ecos de minh’alma, que, decerto,
Se fez algum adeus universal.

(Amplidão  poesias, edição póstuma, 1933)

____________________
Luís Carlos — Série Essencial 72, Academia Brasileira de Letras, Organização, Apresentação e Notas de Augusto Sérgio Bastos, 2013, Imprensa Oficial do Estado, São Paulo — SP; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 1932), nascido no Rio de Janeiro RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas cariocas, entre os quais Fon Fon, Para Todos e Careta; há críticos literários que o classificam como pertencente à última geração dos parnasianos; reunido a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Luís Carlos: Substractum*

 
____________________
Formoso ideal com que a sonhar me iludo
Fraternidade humana, vã doutrina!
O homem só por si próprio se fascina:
Narciso eterno , eis seu mistério rudo.

O beijo, o abraço, o adeus, o aplauso... tudo
O que oferece, quando raciocina,
São só disfarces da feição genuína
Do seu caráter cego, surdo, mudo!

Amizade, respeito, simpatia,
Misericórdia, amor, saudade, ciúme.
Tudo acaba, se o egoísmo principia.

E o homem, vivendo entre outros homens, a esmo,
Vê que a vida, afinal, se lhe resume
No profundo deserto de si mesmo!


* Nota do Organizador Augusto Sérgio Bastos: In: Colunas, 1ª edição. Rio de Janeiro: Edição de Jacinto Ribeiro dos Santos, 1920, p. 99.
____________________
Luís Carlos — Série Essencial 72, Academia Brasileira de Letras, Organização, Apresentação e Notas de Augusto Sérgio Bastos, 2013, Imprensa Oficial do Estado, São Paulo — SP; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 1932), nascido no Rio de Janeiro RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas cariocas, entre os quais Fon Fon, Para Todos e Careta; há críticos literários que o classificam como pertencente à última geração dos parnasianos; reunido a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Luís Carlos: O Poeta*

 
____________________
Ninguém saiba quem sou. Quero viver sepulto
Na minha solidão grandíloqua de asceta,
Preferindo aos clarões do mundo a luz secreta,
Que aclara, quando é sonho, e abrasa, quando é culto.

Perpasse eu pela vida aparentando um vulto
Envolto no pudor, como visão discreta.
Mas que surja, por fim, transfigurado em poeta,
Da crisálida azul em que o meu ser oculto.

E, através da efusão fecundante do dia,
Suba àquelas regiões, de onde os sóis não se somem,
No equilíbrio imortal da suprema harmonia.

E fique no esplendor que as eras não consomem,
Provando, pela glória estranha da poesia,
Como pode caber um deus dentro de um homem!


* Nota do Organizador Augusto Sérgio Bastos: In: Colunas, 1ª edição. Rio de Janeiro: Edição de Jacinto Ribeiro dos Santos, 1920, p. 82.
____________________
Luís Carlos — Série Essencial 72, Academia Brasileira de Letras, Organização, Apresentação e Notas de Augusto Sérgio Bastos, 2013, Imprensa Oficial do Estado, São Paulo — SP; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 1932), nascido no Rio de Janeiro RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas cariocas, entre os quais Fon Fon, Para Todos e Careta; há críticos literários que o classificam como pertencente à última geração dos parnasianos; reunido a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; suas obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

sábado, 6 de julho de 2019

Luís Carlos da Fonseca: Velha miragem

Resultado de imagem para Inspirados Sonetos de autores brasileiros e portugueses
____________________
Velho sonho de amor, há quantos
O insatisfeito espírito me douras,
Pondo sempre nas épocas vindouras
O bem que elejo, dentre os bens humanos!

Sinto que, dia a dia, os mesmos danos
Me apagam n’alma a luz, que bem me agouras:
Em tua seara de promessas louras,
Colho, afinal, somente desenganos.

Embora. Não me deixes, vem de perto,
Dando-me o teu estímulo fecundo,
Como miragem, que és, no meu deserto.

Sei que mentes. Embora! Pois, no fundo,
Tudo mente na vida, e és tu, de certo,
A mais doce mentira deste mundo.

____________________
Inspirados Sonetos de Autores Brasileiros e Portugueses, Organização e Seleção de Milton Xavier de Carvalho e Prefácio de Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende Costa, Contagem — MG; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 1932), nascido no Rio de Janeiro  RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas cariocas, entre os quais Fon-Fon, Para Todos e Careta; há críticos literários que o classificam como pertencente à última geração dos parnasianos; reunido a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Luís Carlos: Inquietação

Resultado de imagem para luís carlos série essencial academia brasileira de letras
____________________
Desassossego do meu ser humano!
Mórbida exaltação dos meus sentidos
Que me estende a sem-fins desconhecidos
Com profundo sabor de abismo e arcano!

Pesa o Universo em mim como um tirano:
No olhar, cabem-me os Céus indefinidos;
Nas conchas univalves dos ouvidos,
As sinfonias trágicas do Oceano.

Quem sou, no meu conspecto diminuto,
Para encerrar esse desígnio imenso,
De ver e ouvir a essência do absoluto?

Nesta interrogação vivo suspenso,
Sofrendo já, pelo que vejo e escuto,
Sofrendo, muito mais, pelo que penso.

Astros e Abismos  1924, 1ª edição.
Rio de Janeiro: Empresa Brasil Editora, pp. 3233.

Resultado de imagem para luís carlos da fonseca monteiro de barros
____________________
Luís Carlos — Série Essencial 72, Academia Brasileira de Letras, Organização, Apresentação e Notas de Augusto Sérgio Bastos, 2013, Imprensa Oficial do Estado, São Paulo — SP; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros  (1880  1932), nascido no Rio de Janeiro RJ,  formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas cariocas, entre os quais Fon Fon, Para Todos e Careta; há críticos literários que o classificam como pertencente à última geração dos parnasianos; reunido a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas  (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924),  Rosal de Ritmos  (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924),  Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Luís Carlos: Poço


____________________
(A meu irmão Ernesto)

Guardavas a poesia estranha de uma lenda:
Diziam-me que, em ti, alguém chorara tanto
Que te tornaras urna eterna desse pranto!
E eu cria... Nem há dor que um poeta não entenda.

Era-lhe hábito vir, sob a frondosa tenda
D´árvore, que te abriga, interrogar-te o encanto.
Tinhas, mesmo, o esplendor do orvalho sacrossanto,
Que a alma, no íntimo, estila e, à flor do olhar, desvenda.

Mas, pouco a pouco, o Sol te foi sugando a vida,
Que era a tua água e — triste antigamente — agora,
Mais triste és, na expressão da vida já vivida!

E quem assim te vê, morrendo, de hora em hora,
Tão vazio! Porém, cheio de unção sentida,
Bem vê como nem só com lágrimas se chora.

(Colunas, 1920, Jacinto Ribeiro dos Santos
 — Editor, Rio de Janeiro, pág. 195)

____________________
Panorama da Poesia Brasileira, Volume V — Pré-Modernismo, por Fernando Góes, 1960, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro — RJ; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880  1932), nascido  no Rio de Janeiro  RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas; congregado a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas  (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Luís Carlos: Estranha afinidade

Resultado de imagem para relogio roskoff antigo locomotiva de prata
____________________
Na maior liberdade, estou sujeito
A duas forças de que não prescindo
Relógio e coração, ambas no peito;
Uma, por fora; outra, por dentro, agindo.

E a sorte as equilibra com tal jeito
Que, ambas vivendo num labor infindo,
Uma produz, por fora, o mesmo efeito
Que a outra me vai, por dentro, produzindo.

Relógio é coração do tempo: ao mundo
Marca, pulsando, dia a dia, a idade.
Também relógio é o coração, no fundo.

Une-os em vida estranha afinidade.
Mas o relógio pára num segundo
E pára o coração na Eternidade.

____________________
Poesias Escolhidas — Luís Carlos, Preâmbulo de Luís Carlos Junior e Apresentação/Prefácio de Lasinha Luís Carlos, 1970, Livraria São José, Rio de Janeiro — RJ; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 —  1932), nascido no Rio de Janeiro — RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou seus versos em jornais e revistas; congregado a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas  (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922),  Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão  (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Luís Carlos: A Catulo Cearense

A tua Musa, já não mais só tua,
Por ser lírica irmão da água da fonte,
Que, de muito correr sobre o horizonte,
Rola, por fim, no mar, que a perpetua.

Tanto apura a beleza, quando estua
Nas vertigens de luz da tua fronte,
Que a Terra do Brasil faz que desponte
Na glória virgem da beleza nua.

Primeiro trovador entre os primeiros,
O Sol e a Lua são teus dois tinteiros
De tintas velhas de esplendor tão novol

Por isso, eternos, o teu estro encerra
O espírito de sol da nossa terra
E o coração de luar do nosso povo.

____________________
Poesias Escolhidas — Luís Carlos, Preâmbulo de Luís Carlos Junior e Apresentação/Prefácio de Lasinha Luís Carlos, 1970, Livraria São José, Rio de Janeiro — RJ; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 1932), nascido no Rio de Janeiro RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; publicou seus versos em jornais e revistas; congregado a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Luís Carlos: sobre um motivo de António Nobre

Apraz-me ver, à tarde, as andorinhas
Nos fios de telégrafo pousadas,
Como, por entre a pauta das artinhas,
As notas musicais encarceradas.

Sinto, ao vê-las, que, ao longo das estradas,
São nervos da distância aquelas linhas
Com as agonias hiperestesiadas
De António Nobre, que também são minhas.

Por que não trissam no ar? Por que nem bolem,
Se o Sol, ainda esplendendo moribundo,
Esparze no Éter um clarão de pólen?

É que naqueles fios, com certeza,
Elas compreendem, mudas de tristeza,
As queixas que lá vão por este mundo...

Resultado de imagem para luís Carlos ABL
____________________
Poesias Escolhidas — Luís Carlos, Preâmbulo de Luís Carlos Junior e Apresentação/Prefácio de Lasinha Luís Carlos, 1970, Livraria São José, Rio de Janeiro — RJ; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 1932), nascido no Rio de Janeiro RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta; publicou seus versos em jornais e revistas; congregado a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária; obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos (poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924), Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.