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Sofre, mas não declines da confiança
Que sereno, puseste no futuro;
Se és bom, tens o caminho mais seguro
— O bem é uma subida que não cansa!
Sofre, que o sofrimento é uma esperança
A quem deseja revelar-se puro!
Que fora o claro se não fosse o escuro?
Sem sofrimento, a glória não se alcança!
Não te assustem pedradas; olha o mundo
Com os olhos virgens dos velamens da ira,
Vê que o solo ferido é mais fecundo!
E, se tens n’alma o céu, por que temê-las?
As pedradas que o homem contra Deus atira,
Ao contato do céu, tornam-se estrelas!
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Inspirados Sonetos de Autores Brasileiros
e Portugueses, Organização e Seleção de Milton Xavier de Carvalho e Prefácio de
Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende Costa, Contagem
— MG; Luís Carlos da Fonseca Monteiro de Barros (1880 — 1932), nascido no Rio de
Janeiro — RJ, formado pela Escola Politécnica no Rio, foi engenheiro civil e poeta;
exerceu a profissão de engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil e foi nomeado
consultor técnico do Ministério da Viação, sem nunca ter deixado de escrever; publicou
seus versos em jornais e revistas cariocas, entre os quais Fon Fon, Para Todos e
Careta; há críticos literários que o classificam como pertencente à última geração
dos parnasianos; reunido a um grupo de intelectuais, fundou a Hora Literária;
suas obras: Colunas (poesias, 1920), Encruzilhada (prosa, 1922), Astros e Abismos
(poesias, 1924), Rosal de Ritmos (resumo histórico sobre a poesia brasileira, 1924),
Amplidão (poesias, edição póstuma, 1933); pertenceu à Academia Brasileira de Letras.










