não fazem poemas
ir ao dicionário
não é necessário
não busque na rima
o som das palavras
não faça da métrica
um padrão de estética
o poema surge
em tempo imprevisto
brincadeira à parte
poesia é arte
ir ao dicionário
não é necessário
não busque na rima
o som das palavras
não faça da métrica
um padrão de estética
o poema surge
em tempo imprevisto
brincadeira à parte
poesia é arte
Genésio dos Santos, nascido em 1952, paulista de Itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da
Estrada de Ferro Sorocabana, escreve desde os treze anos de idade; num dia
foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de
atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; até agorinha
mesmo foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo, escreveu e
publicou Número Um (poesias, 1978) e Cinco Poeminhas (cartaz
poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para os
jornais O Espelho — SP, Folha Bancária e pilotou o devezenquandário Na
Moita (1991 — 1997), editados sob a responsabilidade do Sindicato
dos Bancários de São Paulo; é aprendiz de blogueiro.


