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domingo, 1 de novembro de 2020

Artur Azevedo: Tertuliano, o paspalhão

 
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      Tertuliano, frívolo peralta,
que foi um paspalhão desde fedelho,
tipo incapaz de ouvir um bom conselho,
tipo que, morto, não faria falta;

      lá um dia deixou de andar à malta
e, indo à casa do pai, honrado velho,
a sós na sala, diante de um espelho,
à própria imagem disse em voz bem alta:

      — Tertuliano, és um rapaz formoso!
És simpático, és rico, és talentoso!
Que mais no mundo se te faz preciso?

      Penetrando na sala, o pai sisudo,
que por trás da cortina ouvira tudo,
severamente respondeu: Juízo!

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Humor e Humorismo — Poesias e Versos e Paródias de Poemas Famosos — Antologia, Organização de Idel Becker, 1961, Editora Brasiliense, São Paulo — SP; Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855 1908), maranhense de São Luís, foi jornalista, romancista, comediógrafo, contista, poeta e uma das grandes figuras do humorismo brasileiro; escreveu e publicou Carapuças (poesia, 1871), Sonetos (1875), Uma Véspera de Reis (teatro, 1876), A Capital Federal (teatro, 1897), O Escravocrata (teatro, 1884), O Dote (teatro, 1896), Um Dia de Finados (sátira, 1880), Contos Fora da Moda (contos, 1897), Contos em Verso (1898) etc.; como jornalista, trabalhou nos principais jornais da época, no Rio de Janeiro, tendo fundado e dirigido A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum; na elaboração de sua obra, multiplicava-se em pseudônimos: Elói o herói, Gavroche, Petrônio, Cosimo, Juvenal, Dorante, Frivolino, Batista o trocista, e outros.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Artur Azevedo: Vem

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Escrúpulos?... Escrúpulos!... Tolice!...
Corre aos meus braços! Vem! Não tenhas pejo!
Traze o teu beijo ao encontro do meu beijo
e deixa-os lá dizer que isto é doidice!

Não esperes o gelo da velhice,
não sufoques o lúbrico desejo
que nos teus olhos úmidos eu vejo!
Foges de mim?... Farias mal?... Quem disse?

Ora o dever!  o coração não deve!
O amor, se é verdadeiro, não ultraja
Nem mancha a fama embora alva de neve.

Vem!... que o teu sangue férvido reaja!
Amemo-nos, amor, que a vida é breve,
e outra vida melhor talvez não haja!

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Sonetos de Amor & Desamor (vários autores), Organização de Ivan Pinheiro Machado e Notas de Sergio Faraco, vol. 1095 da Coleção L&PM Pocket, 2016, L&PM, Porto Alegre — RS; Artur Nabantino Gonçalves de  Azevedo (1855 — 1908), maranhense de São Luís, foi jornalista, romancista, comediógrafo, contista, poeta e uma das grandes figuras do humorismo brasileiro; escreveu e publicou Carapuças  (poesia, 1871), Sonetos (1875), Uma Véspera de Reis (teatro, 1876), A Capital Federal (teatro, 1897), O Escravocrata (teatro, 1884), O Dote  (teatro, 1896), Um Dia de Finados (sátira, 1880), Contos Fora da Moda (contos, 1897), Contos em Verso (1898) etc.; como jornalista, trabalhou nos principais jornais da época, no Rio de Janeiro, tendo fundado e dirigido A Gazetinha, Vida ModernaO Álbum; na elaboração de sua obra, multiplicava-se em pseudônimos: Elói o herói, Gavroche, Petrônio, Cosimo, Juvenal, Dorante, Frivolino, Batista o trocista e outros.

sábado, 31 de outubro de 2015

Artur Azevedo: Impressões de Teatro

A Guimarães Passos

Que dramalhão! Um intrigante ousado,
Vendo chegar da Palestina o conde,
Diz-lhe que a pobre da condessa esconde
No seio o fruto de um amor culpado.

Naturalmente o conde fica irado
"O pai quem é?" pergunta.  "Eu", lhe responde
Um pajem que entra.  "Um duelo!"  "Sim! Quando? Onde?"
No encontro morre o amante desgraçado..

Folga o intrigante... Porém surge um mano,
E vendo morto o irmão, perde a cabeça,
Crava o punhal no peito do tirano.

É preso o mano, mata-se a condessa,
Endoidece o marido... e cai o pano,
Antes que outra catástrofe aconteça.

(Rimas, edição da Cia. Industrial
 Americana, Rio, 1909, p.179  180.)

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Antologia dos Poetas Brasileiros Poesia da fase parnasiana, Organização de Manuel Bandeira e Nota Editorial de Alexei Bueno, 1996, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro — RJ; Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855 1908), maranhense de São Luís, foi jornalista, romancista, comediógrafo, contista, poeta e uma das grandes figuras do humorismo brasileiro; escreveu e publicou Carapuças (poesia, 1871), Sonetos (1875), Uma Véspera de Reis (teatro, 1876), A Capital Federal (teatro, 1897), O Escravocrata (teatro, 1884), O Dote (teatro, 1896), Um Dia de Finados (sátira, 1880), Contos Fora da Moda (contos, 1897), Contos em Verso (1898) etc.; como jornalista, trabalhou nos principais jornais da época, no Rio de Janeiro, tendo fundado e dirigido A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum; na elaboração de sua obra, multiplicava-se em pseudônimos: Elói o herói, Gavroche, Petrônio, Cosimo, Juvenal, Dorante, Frivolino, Batista o trocista e outros.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Artur Azevedo: Alice

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I

Num precipício sentada,
Vi-te um dia descuidada,
Tranquilamente a cismar;
Molhavam -te os pés mimosos,
Descalços e melindrosos,
Pérfidas águas do mar.

Inda eras muito criança;
Eras a meiga esperança
De uma formosa mulher;
Deslisavam-se os teus dias
Sob um céu de louçanias,
Sem uma nuvem sequer.

Em que pensavas, Alice?
Talvez numa gulodice...
Numa boneca, talvez...
Num anjo que viste em sonhos
E tinha uns olhos risonhos,
E mil carinhos te fez...

Eu que tinha mais juízo,
Que era um sujeito de siso,
Muito mais velho que tu,
Ao precipício arranquei-te,
Onde por mero deleite
Punhas o pesinho nu.

II

Já se passaram doze anos
E outros tantos desenganos
Depois que o fato se deu...
Hoje estás uma senhora...
Tens um esposo que te adora.
Um pouco menos do que eu.
És elegante; frequentas
As salas mais opulentas,
Do high-life os áureos salões;
E ouves, muito compassiva,
A retórica nociva
De irresistíveis leões...

Tudo isso te compromete...
Se já te chamam coquette!
Se, na rua do Ouvidor,
Em certo grupo, diziam
Que em teus lábios se saciam
Lábios sedentos de amor!
Não sei, Alice, se erraste;
Não sei se as asas manchaste
Mais alvas que a flor de lis.
Sei que te mostras afável
Quando um leão desfrutável
Frivolidades te diz...

III

Oh! se eu pudesse, senhora...
Se eu pudesse, como outrora,
A grande queda evitar,
Desviando os teus pés mimosos,
Descalços e melindrosos.
Das águas negras do mar!... 

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Páginas de Ouro da Poesia Brasileira — Seleção e Prefácio de Alberto de Oliveira, H. Garnier, Livreiro Editor, 1911, Rio de Janeiro — RJ; Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855 1908), maranhense de São Luís, foi jornalista, romancista, comediógrafo, contista, poeta e uma das grandes figuras do humorismo brasileiro; escreveu e publicou Carapuças (poesia, 1871), Sonetos (1875), Uma Véspera de Reis (teatro, 1876), A Capital Federal (teatro, 1897), O Escravocrata (teatro, 1884), O Dote (teatro, 1896), Um Dia de Finados (sátira, 1880), Contos Fora da Moda (contos, 1897), Contos em Verso (1898) etc.; como jornalista, trabalhou nos principais jornais da época, no Rio de Janeiro, tendo fundado e dirigido A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Artur Azevedo: Não Morras

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Muitas vezes sorrindo me perguntas:
Se eu morrer hoje, meu querido amigo,
Fazes-me uns versos, fazes-me um artigo?
E eu te respondo: As duas coisas juntas.

No entanto fel ao meu pecado ajuntas *
Se assim te pões a gracejar comigo.
Não poderia ver o teu jazigo,
Como o jazigo vi de mil defuntas! **

Ai! não, não morras, pálida formosa,
Porque a morte, inimiga escura e fria,
Fora indiscreta, fora temerosa!

Se tu morresses, eu também morria,
E a minha dor acerba e escandalosa,
O teu cadáver comprometeria!

(Rimas , págs. 299  300)



Notas do Organizador:
* Há vírgula depois de fel.
** Está defuntos, gralha evidente.
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Panorama da Poesia Brasileira, Volume III — Parnasianismo, por Péricles Eugênio da Silva Ramos 1959, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro — RJ; Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855 1908), maranhense de São Luís, foi jornalista, romancista, comediógrafo, contista, poeta e uma das grandes figuras do humorismo brasileiro; escreveu e publicou Carapuças (poesia, 1871), Sonetos (1875), Uma Véspera de Reis (teatro, 1876), A Capital Federal (teatro, 1897), O Escravocrata (teatro, 1884), O Dote (teatro, 1896), Um Dia de Finados (sátira, 1880), Contos Fora da Moda (contos, 1897), Contos em Verso (1898) etc.; como jornalista, trabalhou nos principais jornais da época, no Rio de Janeiro, tendo fundado e dirigido A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Artur Azevedo: Miserável

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O noivo, como noivo, é repugnante:
materialão, estúpido, chorudo,
arrotando, a propósito de tudo,
o ser comendador e negociante.

Tem a viuvinha, a noiva interessante,
todo o arsenal de um poeta guedelhudo:
alabastro, marfim, coral, veludo,
azeviche, safira e tutti quanti.

Da misteriosa alcova a porta geme,
o noivo dorme num lençol envolto...
entra a viuvinha, a noiva... Oh, céu, contém-me!

Ela deita-se... espera... Qual! Revolto,
o leito estala... Ela suspira... freme...
e o miserável dorme a sono solto!...


Nota do Organizador:
Dedicado a Carvalho Júnior.
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Poesia Parnasiana — Antologia (vários autores), Introdução, Seleção e Notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos, 1967, Edições Melhoramentos, São Paulo — SP; Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855 1908), maranhense de São Luís, foi jornalista, romancista, comediógrafo, contista, poeta e uma das grandes figuras do humorismo brasileiro; escreveu e publicou Carapuças (poesia, 1871), Sonetos (1875), Uma Véspera de Reis (teatro, 1876), A Capital Federal (teatro, 1897), O Escravocrata (teatro, 1884), O Dote (teatro, 1896), Um Dia de Finados (sátira, 1880), Contos Fora da Moda (contos, 1897), Contos em Verso (1898)etc.; como jornalista, trabalhou nos principais jornais da época, no Rio de Janeiro, tendo fundado e dirigido A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Artur Azevedo: Plebiscito*

Da série: Contos considerados clássicos nos meios acadêmicos e literários da língua portuguesa

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          A cena passa-se em 1890.
          A família está toda reunida na sala de jantar.
          O senhor Rodrigues palita os dentes, repimpado numa cadeira de balanço. Acabou de comer como um abade.
          Dona Bernardina, sua esposa, está muito entretida a limpar a gaiola de um canário belga.
          Os pequenos são dois, um menino e uma menina. Ela distrai-se a olhar para o canário. Ele, encostado à mesa, os pés cruzados, lê com muita atenção uma das nossas folhas diárias.
          Silêncio.
          De repente, o menino levanta a cabeça e pergunta:
          — Papai, que é plebiscito?
          O senhor Rodrigues fecha os olhos imediatamente para fingir que dorme.
          O pequeno insiste:
          — Papai?
          Pausa:
          — Papai?
          Dona Bernardina intervém:
          — Ó seu Rodrigues, Manduca está lhe chamando. Não durma depois do jantar, que lhe faz mal.
          O senhor Rodrigues não tem remédio senão abrir os olhos.
          — Que é? que desejam vocês?
          — Eu queria que papai me dissesse o que é plebiscito.
          — Ora essa, rapaz! Então tu vais fazer doze anos e não sabes ainda o que é plebiscito?
          — Se soubesse, não perguntava.
          O senhor Rodrigues volta-se para dona Bernardina, que continua muito ocupada com a gaiola:
          — Senhora, o pequeno não sabe o que é plebiscito!
          — Não admira que ele não saiba, porque eu também não sei.
          — Que me diz?! Pois a senhora não sabe o que é plebiscito?
          — Nem eu, nem você; aqui em casa ninguém sabe o que é plebiscito.
          — Ninguém, alto lá! Creio que tenho dado provas de não ser nenhum ignorante!
          — A sua cara não me engana. Você é muito prosa. Vamos: se sabe, diga o que é plebiscito! Então? A gente está esperando! Diga!...
          — A senhora o que quer é enfezar-me!
          — Mas, homem de Deus, para que você não há de confessar que não sabe? Não é nenhuma vergonha ignorar qualquer palavra. Já outro dia foi a mesma coisa quando Manduca lhe perguntou o que era proletário. Você falou, falou, falou, e o menino ficou sem saber!
          — Proletário, acudiu o senhor Rodrigues, é o cidadão pobre que vive do trabalho mal remunerado.
          — Sim, agora sabe porque foi ao dicionário; mas dou-lhe um doce, se me disser o que é plebiscito sem se arredar dessa cadeira!
          — Que gostinho tem a senhora em tornar-me ridículo na presença destas crianças!
          — Oh! ridículo é você mesmo quem se faz. Seria tão simples dizer: — Não sei, Manduca, não sei o que é plebiscito; vai buscar o dicionário, meu filho.
          O senhor Rodrigues ergue-se de um ímpeto e brada:
          — Mas se eu sei!
          — Pois se sabe, diga!
          — Não digo para me não humilhar diante de meus filhos! Não dou o braço a torcer! Quero conservar a força moral que devo ter nesta casa! Vá para o diabo!
          E o senhor Rodrigues, exasperadíssimo, nervoso, deixa a sala de jantar e vai para o seu quarto, batendo violentamente a porta.
          No quarto havia o que ele mais precisava naquela ocasião: algumas gotas de água de flor de laranja e um dicionário...
          A menina toma a palavra:
          — Coitado de papai! Zangou-se logo depois do jantar! Dizem que é tão perigoso!
          — Não fosse tolo, observa dona Bernardina, e confessasse francamente que não sabe** o que é plebiscito!
          — Pois sim, acode Manduca, muito pesaroso por ter sido o causador involuntário de toda aquela discussão; pois sim, mamãe; chame papai e façam as pazes.
          — Sim! Sim! façam as pazes! diz a menina em tom meigo e suplicante. Que tolice! duas pessoas que se estimam tanto zangaram-se por causa do plebiscito!
          Dona Bernardina dá um beijo na filha, e vai bater à porta do quarto:
          — Seu Rodrigues, venha sentar-se; não vale a pena zangar-se por tão pouco.
          O negociante esperava a deixa. A porta abre-se imediatamente.
          Ele entra, atravessa a casa, e vai sentar-se na cadeira de balanço.
          — É boa! brada o senhor Rodrigues depois de largo silêncio; é muito boa! Eu! eu ignorar a significação da palavra plebiscito! Eu!...
          A mulher e os filhos aproximam-se dele.
          O homem continua num tom profundamente dogmático:
          — Plebiscito...
          E olha para todos os lados a ver se há por ali mais alguém que possa aproveitar a lição.
          — Plebiscito é uma lei decretada pelo povo romano, estabelecido em comícios.
          — Ah! suspiram todos, aliviados.
          — Uma lei romana, percebem? E querem introduzi-la no Brasil! É mais um estrangeirismo!...

(Transcrito de Contos Fora da Moda por
 Marques Rebelo, em Antologia Escolar
 Brasileira, primeira edição, 1967, MEC.)


* Conferido com Artur Azevedo, Contos Fora da Moda, Livraria Garnier.
** Não sabia em vez de não sabe.

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Antologia de Antologias  prosadores brasileiros "revisitados", organização de Magaly Trindade Gonçalves, Zélia Thomaz de Aquino e Zina Bellodi Silva, apresentação de Plínio Doyle e prefácio de Fábio Lucas, Musa Editora 1996, São Paulo  SP; Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855 1908), maranhense de São Luís, foi jornalista, romancista, comediógrafo, contista, poeta e uma das grandes figuras do humorismo brasileiro; escreveu e publicou Carapuças (poesia, 1871), Sonetos (1875), Uma Véspera de Reis (teatro, 1876), A Capital Federal (teatro, 1897), O Escravocrata (teatro, 1884), O Dote (teatro, 1896), Um Dia de Finados (sátira, 1880), Contos Fora da Moda (contos, 1897), Contos em Verso (1898) etc.; como jornalista, trabalhou nos principais jornais da época, no Rio de Janeiro, tendo fundado e dirigido A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum.