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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Raymond Radiguet: Sazão

Resultado de imagem para Poesia erótica em tradução de José Paulo Paes
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[traduzido por José Paulo Paes]

Do bilboquê sou o bastão
Sobre o qual despenca o teu corpo;.
Não é de estranhar que tal jogo
Possa causar-te sensação.

Para de modo conveniente
Satisfazer os teus desejos
 Amor sempre os quer em aperto 

Dá-me, pequena, o equivalente.

Que meu bastão nele acelere
Os movimentos de ida e volta
Com que teu rabo se conforta
Mas não tua concha de amor.

O sangue inda põe um rubor
Na entrecoxa onde me preferes.

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Raymond Radiguet

Saison

Bilboquet dont je suis la tige
Sur laquelle est tombé ton corps,
Je comprends bien qu’un jeu pareil
Puisse te donner le vertige!

Aussi afin de satisfaire
Les désirs que loges en toi —
L’amour ne les veut qu’à l’étroit —
Rends—moi mignonne la pareille

C’est à ma tige alors de faire
Les doux mouvements de recul
Capables d’émouvoir ton cul
Mais non ta coquille d’amour

Puisque le sang rosit encor
L’entrecuisse où tu me préfères.
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Poesia Erótica em tradução (vários autores) — Seleção, Introdução, Tradução e Notas de José Paulo Paes, 1990, Companhia das Letras, São Paulo — SP; Raymond Maurice Radiguet (1903 1923), francês de Saint-Maur-des-Fossés, comuna próxima a Paris, estudou no Liceu Charlemagne de Paris, foi poeta e ficcionista e um ‘adolescente prodígio’ descoberto por Jean Cocteau, tendo sido considerado ‘um dos mais talentosos escritores do pós-guerra de 1918’; escreveu e publicou Le diable au corps (O diabo no corpo, romance, 1923), Le Bal du Comte d’Orgel (romance) e duas coletâneas de poemas, uma delas Versos Livres (publicação fora do comércio e sem data); o romance O diabo no corpo teve mais de uma adaptação para o cinema.