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Henfil, Henrique de Sousa Filho (1944 — 1988), mineiro de Ribeirão das Neves, foi cartunista, quadrinista, jornalista e escritor, conhecido pelos seus cartuns publicados no jornal O Pasquim e na revista Fradim; iniciou sua carreira na revista Alterosa, depois seus trabalhos foram publicados nos jornais Diário de Minas e Jornal dos Sports, e nas revistas Realidade, Visão, Placar, O Cruzeiro e Isto É (Cartas à mãe); no Rio de Janeiro, trabalhou no Jornal do Brasil e n'O Pasquim, este último uma publicação que confrontava o regime militar então vigente; no auge da ditadura militar, criou a revista Fradim, na qual, de forma massiva, divulgou seus personagens; escreveu e publicou Hiroshima, meu amor (1966), Diário de um cucaracha (1976), Henfil na China (1980), Dez em humor (coletânea, 1984), Diretas Já! (1984), Fradim de Libertação (1984), Como se faz humor político (1984); em televisão, Henfil redigiu textos para o programa TV Mulher — Rede Globo, grande audiência do público feminino entre os anos 70 e 80; no cinema, fez Tanga: Deu no New York Times? (1987); como um dos fundadores do PT, produziu e ilustrou inúmeros materiais de divulgação do Partido e de campanhas eleitorais na década de 80; hemofílico, morreu em decorrência de contração do vírus da Aids, doença que adquiriu através de transfusão de sangue..