
[traduzido por Claudia Cavalcanti]
As bengálicas borboletas adjetivas
Circundam em seu canto o substantivo de sublimes e rígidas
estruturas.
Um princípio-ponte vai vibrar, vibrar!!Enquanto o sagaz verbo, sonante aeroplano, se enrosca nas alturas.
Dança de artigos mexe graciosa balanceantes perninhas.
Em ritmo de risadinhas agita-se uma plateia.
Mas então salta do trapézio, metálica,
Uma estrofe pura. A cadeia
Das lamparinas de rua despedaça-se.
Apesar daquela colorida dama de sagrado vocativo.
Um jovem poeta sujeitos cimenta.
Perfura o túnel do objeto... O imperativo
Eleva-se rapidamente, varrendo fantásticas paisagens de frases.
Sopra sete tubas de Hidra. Caem as nuvens.
E escorre o azul. Enérgicas montanhas avançam.
Assim desabrochamos no brilho de um sobremundo de luz de maio.
(1916)
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| Johannes R. Becher |
Die neue Syntax
Die Adjektiv-bengalischen-Schmetterlinge
Sie kreisen tönend um des Substantivs erhabenen Quaderbau.
Ein Brückenpartizip muß schwingen! schwingen!!
Derweil das kühne Verb sich klirrend Aeroplan in Höhen schraubt.
Artikeltanz zückt nett die Pendelbeinchen.
In Kicherrhythmen schaukelt ein Parkett.
Da aber springt metallisch tönend eine reine
Strophe heraus aus dem Trapez. Die Kett
Der Straßenbogenlampen ineinander splittern.
Trotz jener buntesten Dame heiligem Vokativ.
Ein junger Dichter sich Subjekte kittet.
Bohrt des Objektes Tunnel... Imperativ
Schnellt steil empor. Phantastische Sätzelandschaft überzüngelnd.
Bläst sieben Hydratuben. Das Gewölke fällt.
Und Blaues fließt. Geharnischte Berge dringen.
So blühen auf wir in dem Glanz mailichter Überwelt.
(1916)
____________________Poesia Expressionista Alemã: uma antologia, Organização e Tradução de Claudia Cavalcanti, edição bilíngue ilustrada, 2000, Estação Liberdade, São Paulo — SP; Johannes R. Becher (1891 — 1958), alemão de Munique, estudou Filosofia e Medicina, seguiu o caminho das letras, foi membro do Partido Comunista, político e poeta; em 1933, com a ascensão do nazismo, exilou-se na então União Soviética, após passagens por Praga, Viena e Paris; retornando à Alemanha (Oriental) em 1945, já no pós-guerra, ocupou o cargo de Ministro da Cultura; no período em que esteve em Moscou, redigiu a revista de emigrantes Internationale Literatur; bibliografia: Verfall und Triumph (poemas e ensaios, 1914), Verbrüderung (poemas,1916), An Europa. Neue Gedichte (novos poemas, 1916), Päan gegen die Schar (poemas, 1918), Das neue gedicht (1912—1918), Gedichte um Lotte (1919), Maschinenrhytmen (poemas, 1926), Das Sonett (1945), Wiedergeburt. Buch der Sonette (1947) Verteidigung der Poesie. Vom Neuen in der Literatur (1952) etc. etc. etc; em sua biografia consta que, durante a República de Weimar, antes de Hitler ter ascendido ao poder, Johannes R. Becher foi um dos mais ativos escritores socialistas.
