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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Jakob van Hoddis: Fim do mundo

Resultado de imagem para poesia expressionista alemã
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[traduzido por Claudia Cavalcanti]

O chapéu voa da cabeça do cidadão,
Em todos os ares retumba-se gritaria.
Caem os telhadores e se despedaçam
E nas costas  lê-se  sobe a maré.

A tempestade chegou, saltam à terra
Mares selvagens que esmagam largos diques.
A maioria das pessoas tem coriza.
Os trens precipitam-se das pontes.

(1911)

Jacob van Hoddis.JPG
Jakob van Hoddis

Weltende

Dem Bürger fliegt vom spitzen Kopf der Hut,
In allen Lüften hallt es wie Geschrei,
Dachdecker stürzen ab und gehn entzwei
Und an den Küsten  liest man  steigt die Flut.

Der Sturm ist da, die wilden Meere hupfen
An Land, um dicke Dämme zu zerdrücken.
Die meisten Menschen haben einen Schnupfen.
Die Eisenbahnen fallen von den Brücken.

(1911)
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Poesia Expressionista Alemã: uma antologia, Organização e Tradução de Claudia Cavalcanti, edição bilíngue ilustrada, 2000, Estação Liberdade, São Paulo  SP; Davidsohn Hans, de pseudônimo Jakob van Hoddis (1887  1942), alemão de Berlim, estudou arquitetura, grego e filosofia e foi poeta; foi co-fundador do Neuer Club (Novo Clube), em 1909, uma reunião de jovens escritores que inovavam na literatura e na arte e que passou a ser caracterizado como movimento expressionista, tendo sido seu poema Weltende (Fim do mundo), um dos mais famosos e característicos desse período; de sua biografia, consta ser considerado um precursor do Surrealismo; a partir de 1912, o poeta internou-se várias vezes, voluntária e involuntariamente, em clínicas psiquiátricas; em 1942, retirado de uma casa de saúde, foi deportado e considerado desaparecido, provavelmente eliminado em campo de concentração nazista na Polônia; perdeu-se grande parte de suas poesias e a quase totalidade de seus textos em prosa; em 1987, foram publicados poemas e cartas suas com o título Jakob van Hoddis. Dichtungen und Briefe.