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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vera Costa Vianna: Diverte-me pensar, meu caro, em teu mistério . . . [soneto]

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Diverte-me pensar, meu caro, em teu mistério,
No teu imenso amor, nascido num momento.
A tua ingenuidade é quase um sopro etéreo,
Pois, muito antes de ti, percebi teu tormento.

Podias, me adorando, esconder com critério,
A meu lado, este amor, sem trair teu lamento?
Dependia de ti encontrar refrigério
Se exigisses de mim todo meu pensamento!

Não se engana a mulher, que é toda coração.
Compreendo que é inútil encobrir teu sofrer
Na promessa de amor que se deve esquecer!

Serei sempre fiel ao dever, na união.
E como vê amigo, eu te entendo realmente.
Quem nada sabe és tu, que minh’alma não sente.
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O Soneto de Arvers Mello Nóbrega, 1957, 2ª edição, Livraria São José, Rio de Janeiro — RJ; sobre Vera Costa Vianna ou Vera da Costa Vianna, este Verso e Conversa conseguiu apenas um registro em precária pesquisa feita na internet: a poeta escreveu e publicou Na Presença da Vida (Editora do Autor, poesias, 1970); assim, fica a dica: quem souber e quiser complementar com mais informações e/ou quiser colaborar é só entrar em contato com o blogue que a divulgação será feita.